
Deputado federal Nikolas Ferreira em um dos episódios da série “Dossiê Lulinha” (Foto: Instagram)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou recentemente sete episódios da série “Dossiê Lulinha”, em que apresenta investigações, reportagens e supostas irregularidades envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os vídeos versam desde apurações antigas sobre a GameCorp, empresa de conteúdo para TV por assinatura, até investigações atuais da Polícia Federal. Ele aborda ainda a mudança de Lulinha para a Espanha e contratos do governo federal com a MChecon, de Marcelo Checon, amigo do filho do presidente.
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A série estreou durante a campanha eleitoral de 2026. No primeiro episódio, intitulado “O Ronaldinho dos Negócios”, Nikolas recupera a trajetória empresarial de Lulinha e detalha repasses de R$ 132 milhões feitos pelo grupo Oi/Telemar a empresas ligadas à GameCorp entre 2004 e 2016. A apuração chegou a integrar a operação Lava Jato, mas foi arquivada em 2022 após a invalidação de provas. No segundo, “O Careca do INSS”, o deputado cita uma investigação da PF sobre relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que teria bancado viagens e repasses ao filho do presidente.
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No terceiro episódio, a atenção se volta para a lobista Roberta Luchsinger, apontada como responsável por apresentar Lulinha a Antunes. Mensagens encontradas pela PF e propostas de negócios com o Ministério da Saúde, incluindo um contrato potencial de R$ 627 milhões em medicamentos à base de cannabis, são mencionadas, embora não tenham avançado. O deputado contrapõe declarações de Lula negando conhecer Roberta a registros fotográficos dela ao lado do presidente. Já o quarto episódio aborda uma mansão em Brasília onde, segundo investigações, ocorreriam reuniões e festas frequentadas por Lulinha e comparsas, hipótese negada pela defesa.
O quinto episódio, dedicado à Dataprev, trata de apurações sobre o empresário Cleber Ribas de Oliveira e a empresa Três Structure, investigando se Lulinha teria influenciado contratos na estatal de tecnologia da Previdência. A Dataprev nega qualquer vínculo com a companhia. No sexto, “Contratos federais de empresa de amigo”, Nikolas aponta que a MChecon passou de R$ 197 mil antes de 2023 para R$ 63 milhões em contratos após o terceiro mandato de Lula, mas não apresenta prova de que Lulinha tenha atuado para favorecer o amigo Marcelo Checon.
No episódio final, “Destino Madri”, o foco é a mudança de Lulinha para a capital espanhola, vista pela PF como possível tentativa de evasão. O vídeo inclui relatório sobre seu padrão de vida no exterior e destaca a abertura da Synapta, empresa de tecnologia criada em janeiro de 2026, hoje inativa segundo a própria defesa. O deputado sugere que a permanência sem previsão de retorno pode indicar interesse em se esquivar das investigações em curso.
A defesa de Lulinha contesta todas as acusações, afirma que não há provas de crimes e lembra que as investigações abertas, atualmente três, não identificaram origem ilícita nos recursos dele. Em artigo publicado em 24 de agosto, o advogado Marco Aurélio Carvalho criticou o uso de “táticas diversionistas” e afirmou que dados antigos foram reaproveitados sem comprovar irregularidades. Também ressaltou que o caso GameCorp foi arquivado por falta de elementos para prosseguir.








