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Caiado afirma que Lula e Flávio possuem “lado” no Supremo


Ronaldo Caiado durante debate promovido pelo Flow em São Paulo (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) declarou nesta segunda-feira (21) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) “têm lado no Supremo” e questionou a possibilidade de um segundo turno entre eles. Segundo Caiado, a proximidade de ambos com membros da Suprema Corte comprometeria a imparcialidade do tribunal e influenciaria eventuais decisões contra os dois políticos.
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Antes do debate promovido pelo Flow, em São Paulo, o candidato ressaltou que Lula e Flávio Bolsonaro surgem envolvidos em investigações vinculadas ao Banco Master. Para Caiado, essa conexão indicaria favorecimento de parte do Judiciário, enquanto ele próprio garante não ter processos em tramitação no STF.
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Caiado enfatizou: “Eu não tenho lado no Supremo, eu não sou parte. Eu não estou sendo julgado, tenho toda a liberdade de chegar e botar regras”. Com essa declaração, o candidato busca se diferenciar de ex-presidentes e parlamentares que, segundo ele, teriam decisões da Corte mais alinhadas aos interesses de seus próprios votos e campanhas.

Ao antecipar um eventual embate entre Lula e Flávio Bolsonaro, Caiado enumerou uma série de escândalos que poderiam marcar o confronto. Entre eles, mencionou o caso das “rachadinhas”, as investigações sobre fraudes no INSS, o petrolão, além de episódios envolvendo um imóvel residencial, uma franquia da Kopenhagen e as tratativas ligadas ao Banco Master. “Você tem o problema da rachadinha, do INSS, do petrolão, da casa, da franquia da Kopenhagen e agora o Master, mas no Master estão os dois, então um vale para o outro”, afirmou.

O debate organizado pelo Flow reuniu ainda o psicólogo Augusto Cury (Avante) e o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Durante o encontro, os candidatos discutiram propostas de reforma tributária, combate à corrupção e políticas sociais, buscando atrair o eleitorado mais jovem e as camadas médicas.

Ao longo do evento, Caiado reforçou a importância de um Judiciário independente e livre de pressões políticas. Para ele, apenas uma Corte sem vínculos partidários poderá garantir regras claras e punições proporcionais, assegurando um processo eleitoral limpo e transparente até a disputa final de outubro.

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