
Arrecadação federal em agosto alcança recorde histórico de R$ 235,6 bilhões (Foto: Instagram)
A arrecadação do governo federal totalizou R$ 235,6 bilhões em agosto de 2026, recorde histórico para o mês, segundo a Receita Federal. Esse montante representa alta real de 8,25% em relação a agosto de 2025, já descontada a inflação medida pelo IPCA. Os números foram divulgados em relatório completo em 22 de setembro de 2026.
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No acumulado de janeiro a agosto, a receita atingiu R$ 2,11 trilhões, crescimento real de 7,12% sobre o mesmo período de 2025. O resultado inclui tanto as receitas administradas pela Receita Federal quanto os recolhimentos realizados por outros órgãos públicos.
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Em comparação com julho, quando a arrecadação alcançou R$ 289,3 bilhões, houve queda nominal de 18,59% e real de 18,33%. A Receita Federal ressaltou que fatores sazonais e o calendário de recolhimento de tributos podem influenciar esse desempenho mensal.
O IRPJ e a CSLL somaram R$ 34,1 bilhões em agosto, alta real de 13,09% na base anual. Já o IRRF sobre rendimentos de capital cresceu 33,21%, totalizando R$ 12,7 bilhões, impulsionado pelos ganhos em títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos.
A arrecadação do Imposto de Importação e do IPI vinculado à importação chegou a R$ 11,8 bilhões em agosto, avanço real de 22,66%, beneficiada pelo aumento de 8,48% no valor em dólar das importações. O IPI sobre produtos não importados somou R$ 5,8 bilhões, com alta real de 32,42%.
No acumulado do ano, até agosto, as receitas da União somaram R$ 2,11 trilhões, com alta real de 7,12%. Desse total, R$ 2,02 trilhões foram administrados pela Receita Federal (+7,10%) e R$ 93 bilhões foram recolhidos por outros órgãos (+7,44%). Entre os principais tributos, a contribuição previdenciária alcançou R$ 507,2 bilhões, alta real de 5,03%, influenciada pela expansão de 7,98% na massa salarial nominal e pela redução gradual de desonerações da folha. O PIS/Cofins somou R$ 412,8 bilhões, crescimento real de 4,52%, impulsionado pelas vendas de bens e serviços e pela recuperação de receitas ligadas ao setor de petróleo.
As receitas ligadas à extração de petróleo e gás natural somaram R$ 93,3 bilhões de janeiro a agosto, ante R$ 16,3 bilhões no mesmo período de 2025, alta real de 471,35%. A Receita também destacou pagamentos extraordinários de IRPJ e CSLL de cerca de R$ 11 bilhões e R$ 9,9 bilhões em Imposto de Exportação sobre combustíveis. Sem esses efeitos especiais, a arrecadação administrada cresceu 6% em termos reais.
O IOF acumulado entre janeiro e agosto atingiu R$ 67,2 bilhões, alta real de 24,11%. Segundo a Receita Federal, esse resultado reflete operações de crédito e câmbio, além de mudanças legais implementadas desde junho de 2025.








