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Arrecadação de petróleo e gás cresce 471% de janeiro a agosto de 2026


Plataforma de petróleo e gás natural na Baía de Guanabara, com o Cristo Redentor ao fundo (Foto: Instagram)

A Receita Federal registrou que a arrecadação vinculada à extração de petróleo e gás natural chegou a R$ 93,3 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, contra R$ 16,3 bilhões no mesmo período de 2025, o que representa alta real de 471,35%. O avanço reflete o aumento da produção e dos preços internacionais de hidrocarbonetos, além de um cenário de demanda aquecida para combustíveis fósseis.

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Esse incremento de R$ 76,9 bilhões, já descontada a inflação, colocou o setor de extração de petróleo e gás entre os principais responsáveis pelo crescimento da arrecadação federal no acumulado do ano. A recuperação da economia global e investimentos em campos maduros contribuíram para esse desempenho expressivo.

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Além disso, a Receita Federal apontou que esse resultado foi um dos vetores que impulsionaram a arrecadação de PIS/Cofins. Somente em agosto, o setor de extração de petróleo e gás natural rendeu R$ 3,75 bilhões em PIS/Cofins, ante R$ 76 milhões em igual mês de 2025, representando alta real de 4.836,86%. No conjunto de janeiro a agosto, a receita de PIS/Cofins somou R$ 412,8 bilhões, com crescimento real de 4,52%.

A arrecadação de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) associada ao setor de petróleo e gás natural também teve avanço robusto. De janeiro a agosto, totalizou R$ 38,8 bilhões, frente a R$ 12 bilhões no mesmo intervalo de 2025, alta real de 224,47%. No total, IRPJ e CSLL atingiram R$ 411 bilhões no período, crescimento real de 6,11%, influenciado por pagamentos extraordinários de cerca de R$ 11 bilhões, além do desempenho do lucro presumido e das declarações de ajuste relativas a fatos geradores de 2025.

No panorama geral, a arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões de janeiro a agosto de 2026, registrando crescimento real de 7,12% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Apenas em agosto, a União recolheu R$ 235,6 bilhões, o que representa alta real de 8,25% em comparação a agosto de 2025, reforçando a tendência de recuperação e expansão das receitas tributárias no ano.

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