
O ex-presidente Donald Trump em evento com a bandeira dos EUA ao fundo. (Foto: Instagram)
O governo dos Estados Unidos lançou na segunda-feira (21.set.2026) o canal Trump TV, uma transmissão ininterrupta no YouTube com vídeos, declarações e destaques da administração do presidente Donald Trump (Partido Republicano). A iniciativa foi anunciada no mesmo dia em que CNN, MS NOW e Politico entraram com ação judicial após terem sido impedidas de acessar a Casa Branca.
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No texto que acompanha o canal, a Casa Branca convida o público a “acompanhar os momentos mais marcantes da administração Trump em um só lugar”, com vídeos de destaque, pronunciamentos importantes e transmissões 24 horas por dia, 7 dias por semana, além de atualizações em tempo real para manter os espectadores informados e atualizados.
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A própria Casa Branca ressaltou que a programação será contínua. O primeiro conteúdo veiculado foi o discurso proferido por Trump no Monte Rushmore, gravado em 3 de julho, seguido por imagens da cerimônia de posse do presidente em janeiro de 2025.
O lançamento do canal ocorre em meio ao embate entre o governo e veículos de imprensa sobre liberação de entrada na sede do Executivo. Na sexta-feira anterior (18.set), CNN, MS NOW e Politico tiveram o credenciamento suspenso, o que, segundo elas, fere direitos garantidos pela Constituição dos Estados Unidos. As empresas recorreram à Justiça para reverter a decisão.
Como forma de retaliação, grandes redes de televisão americanas anunciaram, também na segunda-feira (21.set), a suspensão da cobertura conjunta do governo, o chamado pool. As emissoras envolvidas são ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC.
A participação da Fox News no boicote chamou atenção por se tratar de uma emissora geralmente alinhada ao governo Trump. Bryan Boughton, chefe do canal em Washington, manifestou apoio público à suspensão da cobertura conjunta.
Em um comunicado conjunto, as redes afirmaram: “O público tem um interesse vital em receber informações precisas e independentes sobre seu governo. Nenhuma administração deve restringir uma organização de notícias porque se opõe à sua reportagem.”
O presidente Trump defendeu a limitação ao acesso das empresas e declarou que a imprensa deve fazer o que chamou de “cobertura justa”. As falas ocorreram durante sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.








