Site icon Jetss BR

Lula viaja a Nova York com comitiva de pelo menos 73 pessoas

Presidente Lula e Janja Lula da Silva celebram o embarque rumo à 81ª Assembleia Geral da ONU (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou no domingo (20.set.2026) para Nova York, onde participará da abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU na terça-feira (22.set). A viagem, de caráter mais breve em razão das eleições, inclui atividades oficiais que vão desde discursos até reuniões bilaterais.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Segundo o Diário Oficial da União, consultado na sexta-feira (18.set.2026), 73 pessoas tiveram autorização nominal para integrar a comitiva presidencial. Esse número não reflete necessariamente o total de participantes, pois há despachos que liberam servidores do gabinete sem detalhar quantidades exatas. Além disso, nomes adicionais podem ser incluídos em publicações futuras.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A relação de convidados reúne ministros, assessores, servidores de diferentes órgãos e integrantes da equipe da primeira-dama Janja Lula da Silva, que também acompanhará o presidente. Parte dessa equipe seguirá para a Semana do Clima de Nova York, evento paralelo e focado em debates sobre mudança do clima, organizado durante o mesmo período da assembleia da ONU.

Entre os membros da comitiva de Lula estão quatro ministros titulares: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Esther Dweck (Gestão), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial). Em contraste com viagens anteriores, desta vez não foram incluídos na delegação os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nem chefes de governos estaduais. O retorno ao Brasil está previsto para a noite de terça-feira, logo após o discurso presidencial.

Desde 1955 o Brasil tem a tradição de abrir o debate geral da Assembleia, papel que caberá a Lula pela 11ª vez como chefe de Estado. Na sequência, deve falar o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Partido Republicano). Conforme informado pelo governo, o discurso brasileiro enfatizará a negociação na solução de conflitos, o respeito ao direito internacional humanitário, a defesa da não interferência em assuntos internos de outros países e a urgência de reformar o Conselho de Segurança da ONU.

O roteiro oficial não trará menções diretas a Trump nem ao Escudo das Américas, iniciativa de segurança dos EUA vista por Brasília como similar ao Plano Colômbia. Ainda assim, Lula deve reiterar a defesa da soberania, repudiar interferências externas e pedir cooperação no combate ao crime organizado, estratégia próxima ao modelo adotado em 2025, quando afirmou que “nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”.

Na segunda-feira (21.set), antes do discurso, o presidente se reunirá com o prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani. Na terça-feira, além do pronunciamento, está agendada reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro. Mesmo após o retorno de Lula, a agenda brasileira permanece: na quarta-feira (23.set), o chanceler Mauro Vieira participará da reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, e na quinta-feira (24.set) presidirá o encontro ministerial da Zopacas.

Exit mobile version