
Urna eletrônica pronta para a votação brasileira de 2026 (Foto: Instagram)
A cada dois anos, a paulistana Marcelle Paro, de 27 anos, se pergunta onde guardou seu título de eleitor. Apesar de o documento físico muitas vezes ficar esquecido, outros registros oficiais com foto — como RG, CNH ou passaporte — são aceitos pelas seções de votação.
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O país volta às urnas em 4 de outubro de 2026 e, para orientar eleitores, foi elaborado um guia com as principais dúvidas, incluindo horário (das 8h às 17h no horário de Brasília), como consultar seu local de votação pelo e-Título ou pelo site do Tribunal Superior Eleitoral e a ordem dos cargos na urna eletrônica.
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Quem não tem o número do título em mãos pode encontrá-lo no verso do documento físico ou, pela internet, no site do Tribunal Superior Eleitoral, usando CPF, data de nascimento e nome dos pais. O aplicativo e-Título substitui o comprovante impresso, mas precisa estar baixado, ativado e com foto visível antes do dia da eleição, já que não é emitido no domingo.
Além do título e do e-Título, podem ser apresentados RG, carteira de trabalho e para pessoas trans e travestis a Carteira de Identidade Social. O voto em trânsito, válido apenas em capitais e cidades com mais de 100 mil eleitores, precisava ter sido solicitado até 20 de agosto; quem não fez o pedido pode justificar a ausência em até 60 dias após a votação.
O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos; a falta gera multa de até R$ 3,51 por turno, e três ausências consecutivas não justificadas podem cancelar o título. Idosos, gestantes, lactantes, pessoas com deficiência e eleitores com crianças de colo têm atendimento preferencial e podem votar antes de quem está na fila comum.
É proibido fazer campanha, portar armas, fotografar ou filmar o voto na cabine e usar celular dentro dela — o aparelho deve ficar com o mesário no momento do voto. Já é permitido usar roupas informais, como bermuda e chinelo, e até exibir discretamente camisetas, bonés ou adesivos de candidato; recomenda-se levar anotado o número dos postulantes para evitar contratempos.
Crianças podem acompanhar o responsável até a cabine, mas só o eleitor digita os números. Animais de estimação não devem entrar, salvo cães-guia para deficientes. Denúncias de irregularidades, como boca de urna e coação, podem ser feitas ao mesário ou aos órgãos competentes. Antes da abertura, cada urna imprime a zerésima, comprovando que não há votos registrados.








