
Gilmar Mendes no plenário do STF; ministro alerta para a politização interna da Justiça Eleitoral (Foto: Instagram)
No sábado (19.set.2026), o ministro decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, utilizou seu perfil na rede social X para afirmar que o principal risco às eleições brasileiras “vem de dentro” da própria Justiça Eleitoral. Ao destacar que a politização interna compromete a credibilidade do processo, sugeriu que integrantes do Tribunal Superior Eleitoral envolvidos em proselitismo partidário avaliem se devem permanecer em seus cargos. O ministro já havia classificado André Mendonça como “pixuleco eleitoral” em críticas anteriores.
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No post, Gilmar mencionou uma possível interferência estrangeira, mas frisou: “Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer.” Ele ressaltou que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral têm o dever de fiscalizar eventuais condutas parciais, arguindo suspeição quando houver indícios de favorecimento.
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O ministro enfatizou que o Supremo Tribunal Federal seguirá atuando como instância de supervisão do processo eleitoral, intervindo sempre que julgar necessário para resguardar seus precedentes e a Constituição. Gilmar afirmou que, caso o TSE ultrapasse limites institucionais ou seja usado como palanque político, o STF não hesitará em se sobrepor, adotando medidas judiciais para garantir a integridade das urnas e a lisura do pleito.
As declarações de Gilmar Mendes ocorrem poucos dias depois de ele ter criticado, em sessão do STF e em nova publicação no X, o vice-presidente do TSE, André Mendonça. Na ocasião, chamou-o de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”, referência ao inflável exibido durante as manifestações de 7 de Setembro na avenida Paulista. Para o decano, o objeto simbolizava o uso indevido do tribunal em agendas políticas.
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Na mesma sequência de críticas, Gilmar determinou a retirada de sigilo do relatório com conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o advogado Daniel Vorcaro, realizadas às vésperas do feriado de Sete de Setembro. O decano afirmou que a ação foi proposital, visando inserir o Supremo no debate eleitoral de maneira inapropriada.
Em resposta, André Mendonça afirmou que a decisão de levantar o sigilo recaiu sobre um procedimento específico, fundamentado tecnicamente, e negou qualquer uso do Supremo como “palanque”. O embate reforça as tensões entre o STF e o TSE às vésperas das eleições, evidenciando divergências sobre o papel de cada corte na preservação do processo democrático.
