
O almirante Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comitê Militar da Otan, em coletiva em Copenhague (Foto: Instagram)
O almirante Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comitê Militar da Otan, elogiou no sábado (19.set.2026) o pacto firmado entre os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia. Em evento para a imprensa, ele destacou que o Ártico tem relevância estratégica e recebeu com entusiasmo o reforço defensivo na região.
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Durante a coletiva em Copenhagen, Cavo Dragone comentou que “temos muitas atividades acontecendo ali do ponto de vista militar” e que, portanto, os aliados estão garantindo uma proteção eficaz daquele território remoto.
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O acordo, anunciado na sexta-feira (18.set) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, concede aos norte-americanos o controle permanente das operações de segurança e defesa na Groenlândia. A assinatura oficial deverá acontecer na próxima semana, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.
Segundo Trump, trata-se de um “acordo de duração infinita” que não implicará despesas para os cofres dos EUA e garantirá a capacidade de atuação dos militares estadunidenses na região por tempo indeterminado. Ele acrescentou que nenhuma nação considerada adversária poderá instalar bases, manter forças armadas ou investir em setores sensíveis sem autorização prévia de Washington.
No sábado (19.set), a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que o tratado não afetará a soberania do Reino da Dinamarca nem dos groenlandeses. Ela ressaltou que o entendimento fortalece a “segurança compartilhada no Ártico e no Atlântico Norte” e reconhece o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação.
Segundo informações da Reuters, Dinamarca e Groenlândia veem o pacto como solução para meses de tensão, em que Trump pretendia erguer um escudo antimísseis batizado de “Domo de Ouro” na ilha. Moradores locais manifestaram temor de que a maior influência americana possa comprometer o modo de vida tradicional.
A Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca, atrai interesse dos EUA há décadas devido à sua posição estratégica no Ártico, às novas rotas marítimas e às vastas reservas naturais. Com o novo acordo, Washington pretende consolidar sua presença militar sem custos adicionais e fortalecer a segurança na região mais setentrional do planeta.
