
Lula protocola ação no TSE para suspender canal de Flávio Bolsonaro no YouTube (Foto: Instagram)
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no sábado (19.set.2026) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação que pede a interrupção imediata do canal “TV Celular”, mantido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) no YouTube. O documento, assinado pelos advogados Angelo Longo Ferraro e Miguel Filipi Pimentel Novaes, deve ser analisado pelo ministro André Mendonça.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
No pedido, distribuído a André Mendonça, a coligação requer a suspensão integral da plataforma até que todas as irregularidades sejam sanadas. Como medida alternativa, caso os ministros não concordem com a retirada completa do ar, solicita-se que seja bloqueada ao menos a função de download dos vídeos, para impedir a circulação sem identificação partidária.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Conforme exposto na ação, a “TV Celular” funciona como um acervo temático de vídeos sobre saúde, segurança e economia, com apresentação semelhante à de um canal jornalístico, em vez de sinalizar que se trata de propaganda eleitoral. A coligação afirma que o site possui 883 vídeos, dos quais apenas 15 fazem referência explícita a Flávio Bolsonaro, ao vice na chapa, Alfredo Gaspar, ou ao partido.
A campanha ressalta ainda que nem a página inicial nem as páginas individuais dos “cortes” deixam claro que os conteúdos são eleitorais. A identificação do caráter oficial aparece somente em páginas secundárias, acessíveis por meio de links menos evidentes ao público em geral. Esse formato, segundo o documento, induz o internauta a acreditar tratar-se de material neutro e informativo.
Além disso, a coligação aponta que, ao baixar os arquivos e repostá-los em redes sociais, os usuários não encontram qualquer marca d’água ou selo de origem partidária, o que intensifica a veiculação sem transparência sobre a autoria. O site tem sido divulgado em inserções de rádio desde 8 de setembro, convidando eleitores a acompanharem os vídeos pelo celular.
Por fim, o pedido destaca a dificuldade em identificar o provedor de hospedagem do canal, que opera em servidores da AWS (Amazon Web Services) protegidos pela Cloudflare. A campanha pede que o TSE oficie a empresa responsável para fornecer as informações de hospedagem, caso o tribunal ainda não as possua, garantindo assim a completa verificação das irregularidades apontadas.
