
Sede do BNDES registra R$ 8,2 bi em pedidos de financiamento em 48 horas (Foto: Instagram)
Em apenas 48 horas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou R$ 8,2 bilhões em solicitações de financiamento na nova fase do Plano Brasil Soberano. Entre os dias 17 e 18 de setembro, foram protocoladas 138 operações proveniente de diferentes setores da economia nacional, em busca de apoio para investir e manter a competitividade diante do cenário global.
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Do montante já analisado pelo BNDES, R$ 1,7 bilhão tiveram aprovação imediata. Desse total, R$ 794 milhões foram destinados a empresas do grupo 2, formado por segmentos industriais considerados estratégicos — têxtil, químico, farmacêutico, minerais estratégicos e fertilizantes, entre outros. Além disso, R$ 680 milhões atenderam a companhias do grupo 1 e seus fornecedores que sofrem com as tarifas impostas pelos Estados Unidos, e R$ 251 milhões foram liberados para o grupo 3, que reúne empresas exportadoras com destino ao Golfo Pérsico. Vale ressaltar que, entre as operações autorizadas, R$ 683 milhões se direcionaram a empreendimentos do setor de fertilizantes.
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Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o resultado inicial revela a necessidade de resguardar a produção nacional em um momento de incertezas no comércio mundial. “O Brasil Soberano oferece condições para que as empresas diversifiquem mercados de exportação e preservem sua capacidade produtiva, fortalecendo a competitividade da indústria brasileira. O volume de pedidos mostra que há demanda real por financiamento para enfrentar esse contexto e continuar investindo”, destacou Mercadante.
A nova etapa do programa conta com orçamento total de R$ 22,6 bilhões, dos quais R$ 13,5 bilhões provêm do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões são recursos diretos do BNDES. As linhas de crédito disponíveis incluem capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento em geral.
Os projetos financiáveis abrangem desde a ampliação da capacidade produtiva até iniciativas de inovação tecnológica e adaptação de produtos e processos industriais. As diretrizes específicas, definidas em conjunto pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, visam apoiar o crescimento sustentável e a inserção do Brasil em novos mercados globais.








