
Antenor José Dresch é detido no Paraguai após quase 30 anos foragido (Foto: Instagram)
Antenor José Dresch, de 65 anos, foi detido no Paraguai na última quinta-feira (18), quase três décadas após ser condenado pelo homicídio de Maria de Lourdes Parecy em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná. A sentença de 14 anos e cinco meses só foi cumprida depois que autoridades brasileiras e paraguaias trocaram informações e identificaram seu paradeiro em território vizinho.
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De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, Dresch vivia em uma propriedade rural no distrito de Mbaracayú, no Departamento de Alto Paraná, a menos de 100 quilômetros de Foz do Iguaçu. O refúgio em área isolada permitia que ele permanecesse fora do radar das forças de segurança por anos, até a ação coordenada que resultou em sua prisão sem resistência.
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A condenação imposta pela Vara Criminal de Marechal Cândido Rondon fixa em 14 anos e cinco meses a pena a ser cumprida por Dresch. Nos autos do Tribunal de Justiça do Paraná não há registro de advogado constituído para sua defesa no processo. Agora, espera-se que ele seja transferido ao Brasil para dar início ao cumprimento da pena que vinha evitando desde 1999.
Além do processo no Paraná, Antenor José Dresch era alvo de mandado de prisão no Paraguai por acusação de estupro, o que manteve seu nome em listas de procurados em ambos os países. A existência da ordem judicial paraguaia reforçou o empenho das autoridades locais em capturá-lo e evitar que permanecesse oculto na região de fronteira.
Fontes da Polícia Federal em Foz do Iguaçu confirmaram que o intercâmbio de dados incluiu consulta a bancos de perfis criminais e geolocalização de áreas rurais. Esse conjunto de informações permitiu ao setor de inteligência mapear a fazenda onde ele se escondia, encerrando décadas de investigações sem sucesso.
O crime que culminou na morte de Maria de Lourdes Parecy ocorreu em 22 de julho de 1999. Segundo a investigação, Dresch teria imobilizado a vítima, causando sua inconsciência por asfixia, e em seguida desferido diversos golpes de pedra na cabeça dela em um local de mata. O homicídio, conforme relatado nas autoridades, teria sido motivado pelo desejo de ocultar a paternidade de um bebê de dois meses.
O Ministério Público do Paraná deve solicitar formalmente a extradição de Antenor junto às autoridades paraguaias. Após a homologação da transferência, ele deverá cumprir a pena no sistema prisional brasileiro, onde aguardará avaliação para eventual progressão de regime. O encerramento da busca encerra um dos casos mais longos de foragidos do Estado.
