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Pix Automático será autorizado em contas-salário a partir de 2027


Usuário acessa o app do Pix no smartphone, ilustrando as novidades do sistema. (Foto: Instagram)

O Banco Central anunciou em 18 de setembro de 2026 um conjunto de mudanças no sistema de pagamentos Pix que passarão a valer a partir de 2027. A principal novidade é a inclusão do Pix Automático para contas-salário, permitindo o agendamento de transferências periódicas diretamente dessas contas sem a necessidade de procedimentos manuais a cada vencimento. A medida faz parte de um esforço para ampliar as possibilidades de uso do Pix e modernizar a infraestrutura de pagamentos no país.

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Com a autorização do Pix Automático em contas-salário, quem recebe salário por meio desse tipo de conta poderá programar débitos recorrentes, como mensalidades, contas de consumo (água, luz e gás) e assinaturas de serviços digitais. A funcionalidade, que passa a vigorar em julho de 2027, trará mais praticidade para trabalhadores e empregadores ao reduzir a burocracia e o risco de atrasos em pagamentos regulares. Em paralelo, o Banco Central mantém o controle sobre limites e medidas de segurança para prevenir débitos indevidos.

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Outra inovação prevista é a cobrança híbrida, que combina boletos bancários com QR Code Pix em um único documento. A partir de fevereiro de 2027, faturas poderão exibir simultaneamente informações de boleto e código para pagamento via Pix, o que facilita a conferência dos dados pelo pagador e diminui a chance de quitação dupla. Essa unificação de métodos visa não só acelerar os processos de cobrança, mas também aprimorar a rastreabilidade das transações.

A implementação da cobrança híbrida está alinhada ao objetivo de reduzir erros de leitura e confusões em layers de sistemas legados de pagamento. Com a mesma linha digitável do boleto e o QR Code, o consumidor escolhe a opção mais conveniente: pagar pelo internet banking, app do banco ou diretamente pelo Pix em alta velocidade. O Banco Central estima que a novidade contribuirá para a redução de fraudes e para o aprimoramento da experiência do usuário.

Além das funcionalidades de uso, o BC introduziu regras mais rígidas para entrada, permanência e saída de instituições participantes do Pix. Instituições que entrarem em liquidação extrajudicial terão sua participação suspensa de imediato, sem a janela de 30 dias prevista anteriormente. Procedimentos para a saída ordenada de empresas sem capital mínimo ou patrimônio líquido adequado também foram reforçados, conferindo segurança jurídica e transparência ao processo.

Essas alterações visam proteger os clientes, garantindo acesso rápido aos recursos depositados mesmo em casos de instabilidade ou insolvência das instituições. Ao permitir a exclusão imediata do Pix em situações críticas, o regulador espera reduzir impactos negativos sobre os usuários e reforçar a confiança no sistema de pagamentos. Com as novas regras, o Pix se posiciona como uma plataforma ainda mais robusta e abrangente para o mercado financeiro brasileiro.

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