
Ex-ministro do STF em entrevista virtual critica condução de sessão plenária (Foto: Instagram)
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello reprovou a condução da sessão plenária ocorrida na terça-feira, 15, marcada por intensos embates e troca de acusações entre os ministros. Em entrevista concedida na sexta-feira, 18, ele avaliou a postura do presidente da Corte, Edson Fachin, e fez críticas ao comportamento do ministro Flávio Dino ao longo dos debates.
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A reunião do STF analisava um pedido de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento foi suspenso após Dino solicitar vista do processo, o que interrompeu a continuação da sessão e adiou a decisão sobre o pedido.
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Para Marco Aurélio, Edson Fachin poderia ter adotado uma postura mais enérgica para conter o clima de atrito e retomar o controle dos trabalhos perante o acirramento dos ânimos. O ex-ministro classificou o episódio como “um dia triste para o Supremo” e ressaltou a necessidade de que os magistrados atuem sempre “com absoluta honestidade de propósito” em favor da instituição.
Mello também apontou Flávio Dino como um dos principais responsáveis pelo desrespeito ao cargo de presidente durante a sessão. Segundo ele, “parece que levou a política para o plenário e não percebeu que a cadeira da presidência deve ser respeitada, independentemente de quem a ocupe”. Para o ex-ministro, essa postura compromete a imagem do STF.
Ao comentar a interrupção sem resolução do julgamento, Marco Aurélio destacou que a sociedade aguarda uma resposta rápida e clara do Supremo sobre temas sensíveis. “O Supremo está sangrando e não pode cometer um suicídio institucional”, advertiu, lembrando que a falta de desfecho pode abalar a confiança no Judiciário.
Por fim, o ex-ministro reforçou a importância do exemplo dado pela presidência da Corte em situações de conflito. Ele afirmou que ofensas e tensões exacerbadas entre colegas não condizem com a dignidade da instituição e que compete ao presidente do STF conduzir o debate com equilíbrio e respeito, garantindo a serenidade necessária a qualquer julgamento.








