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Chinesa é detida por tráfico em bar vinculado ao antigo caso da morte de travesti em Piracicaba


Polícia Civil flagra bar de Piracicaba usado como ponto de tráfico e apreende drogas e mais de R$ 68 mil (Foto: Instagram)

Uma mulher de 48 anos foi presa em flagrante na noite de sexta-feira (18) durante uma operação da Polícia Civil em Piracicaba, no interior de São Paulo, por suspeita de tráfico de drogas. Segundo as investigações, o bar administrado por ela servia de ponto para a venda de entorpecentes, e a investigada também manteria outros empreendimentos na região.

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A ação ocorreu nos bairros Centro e Paulista, com cumprimento de mandados de busca e apreensão. Além da proprietária, identificada pelas iniciais W. X. e apelidada de “Jú” ou “Juliana”, um motoboy de 66 anos acabou detido. Na operação, foram apreendidas dezenas de porções de drogas e uma quantia significativa em dinheiro.

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Durante as buscas no bar, conhecido como “Bar da China” ou “Bar da Jú”, na Rua Moraes Barros, os policiais encontraram 32 porções de cocaína escondidas em diferentes locais, além de R$ 6.374 em espécie. Em paralelo, uma equipe da ROMU abordou uma moto-táxi ligada à suspeita, onde um motoboy carregava 33 porções de cocaína, 26 de crack, duas de maconha e R$ 641.

No imóvel onde o casal residia, as autoridades localizaram mais R$ 61.554 em dinheiro, US$ 1.811 e uma nota de 10 euros. Ao final, a ação resultou na apreensão de 68 porções de cocaína, 27 de crack, duas de maconha, além de dois celulares e um total de R$ 68.569 em dinheiro. Quatro frequentadores do bar foram levados à delegacia por porte para consumo, prestaram depoimento e foram liberados.

O marido da empresária, C. L., conhecido como “China”, não estava no bar no momento da operação e não foi preso em flagrante, mas responderá por suspeita de envolvimento com o tráfico. Em paralelo, a investigação apura outros negócios da mulher, que seria dona de pensões no Centro de Piracicaba onde trabalhavam mulheres e pessoas trans que atuam na prostituição, além de uma moto-táxi usada no transporte de drogas.

A Polícia Civil prossegue na apuração para identificar demais participantes do esquema, detalhar a distribuição dos entorpecentes por meio de entregas e estabelecer conexões entre os diferentes estabelecimentos ligados à investigada. A investigação ainda deverá esclarecer o papel dos entregadores e a dinâmica das operações de venda de drogas coordenadas pelo grupo.

A prisão da suspeita lembrou um caso de 2015, quando uma travesti de 27 anos morreu após ser agredida com tacos e facões em uma briga em outro bar no Centro de Piracicaba. Na época, o marido e o irmão da atual investigada foram apontados como envolvidos no homicídio, mas não há indícios de que ela tenha participação nesse episódio.

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