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Ponte Rio-Niterói terá teste de radar para monitorar velocidade média


Sistema-piloto de radar de velocidade média em teste na Ponte Rio-Niterói (Foto: Instagram)

A Ponte Rio-Niterói será palco de um projeto-piloto que instalará um sistema de radar capaz de medir a velocidade média dos veículos ao longo de um percurso. Câmeras instaladas nos pontos inicial e final do trecho de nove quilômetros registrarão a placa, o horário de passagem e calcularão automaticamente o ritmo de deslocamento dos automóveis.

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Essa iniciativa, classificada pela ANTT como técnica, experimental e educativa, não resultará em multas ou pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) durante o período de testes. Diferente dos radares tradicionais, que captam apenas o instante exato em que o veículo passa pelo equipamento, o novo método avalia todo o trajeto, dificultando a prática de reduzir a velocidade apenas ao se aproximar do ponto de fiscalização.

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou o teste não só na Ponte Rio-Niterói, mas em outros trechos de rodovias federais concedidas. O piloto terá duração inicial de 180 dias a partir da operação dos equipamentos, cujas datas dependem das etapas técnicas conduzidas pela concessionária responsável. Todo o trecho receberá sinalização educativa informando sobre o monitoramento de velocidade média.

Além da ponte, o programa inclui partes da BR-101 entre Itaboraí e São Gonçalo e segmentos da BR-116 em Nova Iguaçu e Teresópolis. Outros sete estados também podem realizar testes: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cada um em rodovias específicas sob sua jurisdição.

O sistema se baseia em checkpoints parecidos com os radares fixos, mas equipados com câmeras de reconhecimento óptico de caracteres (OCR). No primeiro ponto, o equipamento registra data, hora e velocidade; no segundo, recolhe os mesmos dados. Um software de inteligência artificial calcula a velocidade média e identifica eventuais excessos, eliminando a eficácia de frear bruscamente apenas ao passar pela fiscalização.

Levantamentos da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) apontam que cerca de 90% dos acidentes no Brasil envolvem erro humano, com o excesso de velocidade sendo fator relevante. Em São Paulo, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) acompanha os estudos, mas ainda não iniciou teste em sua malha.

A fiscalização por radar fixo continuará normalmente, autuando quem ultrapassar os limites estabelecidos. Conforme a ANTT, a proposta visa analisar a precisão do sistema e seu impacto no comportamento dos motoristas, com vistas a uma possível regulamentação definitiva da tecnologia em todo o país.

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