
Viatura do Corpo de Bombeiros no resgate do corpo de Roberto Sabino entre João Pessoa e Bayeux (Foto: Instagram)
A Polícia Civil confirmou que o corpo decapitado localizado em uma área de difícil acesso entre João Pessoa e Bayeux é de Roberto Sabino, de 20 anos, que estava desaparecido. As equipes periciais agora trabalham para apurar se a cabeça achada dentro de uma mochila em outro ponto da cidade pertence ao mesmo jovem. A descoberta reforça o mistério em uma cidade que registra casos semelhantes nos últimos dias.
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Tudo começou na noite de terça-feira (15), quando moradores da comunidade Saturnino de Brito, no bairro do Varadouro, encontraram uma mochila jogada por suspeitos em motocicleta do alto de um barranco. Dentro dela havia apenas uma cabeça humana. No dia seguinte, militares do Corpo de Bombeiros foram acionados para resgatar um corpo sem a cabeça próximo à Ponte do Baralho, entre João Pessoa e Bayeux. O cadáver, em avançado estado de decomposição e trajando somente uma bermuda escura, foi rapidamente reconhecido como o de Roberto Sabino.
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A delegada Josenise Andrade, responsável pelas primeiras diligências, destacou que há indícios concretos que apontam para a ligação entre a cabeça e o corpo do jovem, mas enfatizou que somente laudos periciais poderão atestar essa relação. Enquanto aguardam o resultado dos exames, os investigadores buscam estabelecer o local exato onde Roberto foi morto, identificar eventuais autores do crime e descobrir a motivação por trás dessa execução brutal.
Este episódio ocorre em meio a uma série de três descobertas de cabeças humanas em menos de um mês na região metropolitana de João Pessoa. A Polícia Civil investiga se as ocorrências estão ligadas a retaliações entre facções criminosas rivais, cenário que tem ampliado a preocupação das autoridades locais e da população.
Na sexta-feira (18), o superintendente da Polícia Civil, Cristiano Santana, afirmou que vítimas de ambos os lados do conflito já foram identificadas e que as forças de segurança estão empenhadas em interromper esse ciclo de violência. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia seguem em campo, realizando buscas por outros restos mortais e reunindo informações que possam esclarecer os casos.
Até o momento não há comprovação de que todas as cabeças encontradas sejam da mesma autoria ou estejam interligadas diretamente entre si, e as apurações continuam em andamento com o objetivo de elucidar cada ponto desse macabro padrão de criminalidade.
