Ouro fecha em alta e encerra semana de ganhos mesmo com alta de juros pelo Fed

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Futuros de ouro fecham em alta e encerram semana no positivo (Foto: Instagram)

O contrato mais negociado do ouro encerrou o pregão desta sexta-feira, 18 de setembro, em alta, concluindo uma semana de ganhos para o metal, mesmo após o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, ter elevado sua taxa básica de juros na quarta-feira. A força do ouro neste contexto reflete, na avaliação de analistas, a busca por proteção contra a volatilidade dos mercados, ainda que o ritmo de apreciação tenha desacelerado no fim da sessão. Especialistas avaliam a relação entre as cotações da commodity, as taxas de juros e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) para tentar antecipar possíveis movimentos futuros de preço.
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Na divisão Comex da bolsa de Nova York (NyMEX), referência para metais preciosos, o ouro com vencimento em dezembro avançou 0,57%, sendo cotado a US$ 4.424,9 por onça-troy ao final do dia. No acumulado da semana, o metal subiu 0,36%. Paralelamente, a prata para o mesmo vencimento registrou alta de 1,59%, atingindo US$ 67,14 por onça-troy, o que representa um ganho de 3% em relação ao fechamento da semana anterior. Os números refletem o apetite renovado por ativos considerados reserva de valor diante de incertezas econômicas globais.
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Um relatório recente do banco alemão Commerzbank revela que a resposta dos preços do ouro às decisões de política monetária do Fed ocorre principalmente no dia do anúncio, e não na divulgação posterior da ata. Segundo a análise, cada ponto-base de surpresa na taxa do Fed tende a reduzir o valor do metal em cerca de 0,38% no pregão imediatamente seguinte ao anúncio, evidenciando a sensibilidade do mercado a decisões de juros inesperadas.

Para a Capital Economics, episódios de euforia dos investidores — impulsionados sobretudo pela preocupação com a depreciação do dólar — e as aquisições significativas de ouro por bancos centrais acabaram por distorcer a relação tradicional entre os preços dos metais preciosos, as taxas de juros americanas e a moeda norte-americana. Ainda assim, os economistas da consultoria projetam que, à medida que esse suporte extraordinário diminua, os determinantes clássicos voltarão a exercer pressão de baixa sobre o ouro. A previsão é de queda de quase 10% nos preços do metal neste ano, atingindo a faixa de US$ 4.000 por onça-troy.

Segundo reportagem do Financial Times, o governo da Venezuela e representantes da oposição estariam próximos de um acordo para transferir aproximadamente US$ 4 bilhões em reservas de ouro, mantidas atualmente no Banco da Inglaterra (BoE), para a custódia do Federal Reserve em Nova York. Conforme os termos em negociação, o governo interino de Delcy Rodríguez ganharia controle legal dos ativos, mas ficaria impossibilitado de vendê-los de imediato. Em vez disso, as barras de ouro seriam usadas como garantia para empréstimos destinados a financiar gastos do Executivo, incluindo a reconstrução após o terremoto duplo registrado em junho.