
Presidente Lula no lançamento das Ações Integradas de Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
Lula destacou a necessidade de unir forças federal, estadual e municipal para melhorar a segurança no Rio de Janeiro e enfrentar o crime organizado de forma coordenada. Segundo o presidente, o plano de ação busca integrar ações de fiscalização, inteligência e operações ostensivas, garantindo que os diferentes órgãos trabalhem com informações e estratégias compartilhadas. Ele afirmou que essa colaboração é essencial para restaurar a tranquilidade dos cidadãos e combater com eficácia as quadrilhas em áreas vulneráveis.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em 18 de fevereiro, Lula participou de cerimônia para lançamento das Ações Integradas de Enfrentamento ao Crime Organizado no Rio de Janeiro. Essa iniciativa prevê cooperação direta entre o governo federal, o governo do Estado e a prefeitura, com troca de dados, uso de tecnologia e planejamento estratégico conjunto. O evento reuniu representantes das três esferas e marcou o início de um projeto piloto que poderá ser replicado em outras capitais do país.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Durante o encontro, o presidente afirmou: “Nós precisamos ganhar das organizações criminosas. É inacreditável que o maior produtor de petróleo do Brasil viva essa situação na segurança. Esse é um plano piloto para trabalharmos juntos para dar paz e tranquilidade para as pessoas.” Lula acrescentou que “o que estamos fazendo hoje pode mudar a cara do Rio de Janeiro, tirando o Estado das páginas dos jornais da corrupção para um futuro extraordinário” e demonstrou confiança no êxito da ação integrada.
As Ações Integradas contaram com a presença de diversas autoridades, entre elas o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto; e o prefeito da capital, Eduardo Cavaliere (PSD). Eles destacaram o caráter amplo e inovador do plano, que une diferentes forças em prol de um mesmo objetivo.
O governador em exercício, Ricardo Couto, enfatizou que a parceria “não tem bandeira partidária” e ressaltou que “a segurança não pode caminhar com a visão da política”. Para ele, formalizar essa cooperação é fundamental para enfrentar a criminalidade sem divisões ideológicas e tornar as operações mais eficientes.
Para o prefeito Eduardo Cavaliere, o sinal dado pelo governo federal reforça o compromisso de integração na resposta à principal preocupação dos cariocas: a segurança pública. Ele lembrou que o município mantém convênios com órgãos como a Polícia Rodoviária Federal para compartilhar informações e que o Rio foi o primeiro a aderir à Estratégia Nacional de Inteligência de Segurança Pública (ENISP).
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a experiência do Rio corrige um ponto da Assembleia Constituinte de 1987-1988, que atribuiu a responsabilidade direta pelo policiamento ostensivo e investigativo aos estados, reduzindo o papel da União. Ele destacou que, no fim da ditadura, era preciso desmilitarizar, mas alguns estados enfrentam dificuldades atuais. Lula complementou: “Alguns Estados conseguiram trabalhar muito bem com a missão da segurança, outros não, mas todos os governadores têm o mesmo problema.”
