
Lula cobra esclarecimentos sobre ministros do STF e Banco Master (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (18) que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal estão direta ou indiretamente vinculados ao escândalo envolvendo o Banco Master. Segundo ele, antes de se discutir uma reforma no Judiciário, é fundamental “resolver esse problema” de eventual conflito de interesse na Corte.
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Lula citou nominalmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, afirmando que “ninguém está defendendo” os acordos que ambos firmaram com o Master. Sem citar diretamente Kássio Nunes Marques, o presidente mencionou reportagem que aponta encontro do ministro com uma acompanhante custeada por Daniel Vorcaro, proprietário do banco.
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Em entrevista à Rádio Tupi, concedida antes de cumprir agenda no Rio de Janeiro ao lado do desembargador Ricardo Couto, presidente interino do estado, Lula enfatizou que a crise no STF “contamina tudo” no processo eleitoral. Para ele, a falta de solução para o envolvimento de ministros com o Master torna urgente lidar com o problema antes de propor qualquer mudança estrutural no Judiciário.
O presidente elogiou o papel de Alexandre de Moraes nas eleições e na preservação da democracia, destacando a detenção de quatro generais e a prisão de um ex-chefe de estado por tentativa de golpe. Em seguida, ressaltou: “Ninguém está defendendo o contrato que o Alexandre Moraes fez com o Banco Master. Ninguém está defendendo o Toffoli, que fez acordo com o Banco Master. Estamos defendendo que quem quiser ir para a Suprema Corte não pode querer ser rico.”
Sobre Kássio Nunes Marques, Lula adotou tom irônico e sugeriu que André Mendonça, relator do inquérito do Master no STF, teria retido informações relevantes. O presidente comentou ainda que Vorcaro promovia “orgia e mais orgia” em festas patrocinadas pelo banco, cujas gravações estariam à disposição de ministros e parte da imprensa.
Lula afirmou ver “com uma certa tristeza” as revelações sobre o caso Master e repudiou a normalização de práticas de corrupção e de bolso de gente poderosa. Ele lembrou que, sob o governo Bolsonaro, Vorcaro passou de “zé ninguém” a banqueiro, provocando um rombo estimado em R$ 60 bilhões, e “corrompeu todo mundo”, segundo interceptações de seu celular.
Questionado sobre os reflexos dessa crise no pleito de outubro, o presidente admitiu que o episódio “vai respingar na reta final”, mas reforçou: “o culpado disso se chama Bolsonaro. Esse banco não existia e foi criado no governo Bolsonaro”. Ele finalizou destacando que “é nesses momentos de crise que a gente tem que tomar as decisões corretas”, pois a crise pode servir para avançar em soluções.








