
Cartão do programa Bolsa Família atualizado (Foto: Instagram)
O piso de R$ 691 no Bolsa Família, que passa a vigorar em outubro, não será pago nesse valor exato para todos os beneficiários. Esse montante funciona como garantia mínima, mas famílias com mais integrantes ou com crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes podem receber quantias maiores. Com o reajuste de 15,04%, o governo federal projeta que o valor médio do benefício suba de R$ 675 para R$ 777 no próximo mês.
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O Benefício de Renda de Cidadania terá R$ 164 por integrante, antes fixado em R$ 142. Se a soma desses valores não atingir o piso de R$ 691, o Benefício Complementar completa a diferença até chegar ao mínimo. Por exemplo, uma família de três pessoas teria R$ 492 pelo cálculo individual e receberia mais R$ 199 para garantir o valor base.
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Além do valor por membro, há adicionais que também foram reajustados. O Benefício Primeira Infância subiu de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar, que contempla gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos, passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante nessas condições.
Para ilustrar, uma família de duas pessoas sem dependentes teria R$ 328 pelo cálculo individual e receberia complemento até atingir R$ 691. Se houver quatro membros, incluindo uma criança de cinco anos, o total inicial seria de R$ 656 mais R$ 173 do Primeira Infância, alcançando R$ 829. No caso de cinco pessoas com uma criança de três anos e um adolescente de 15, o valor por integrante somaria R$ 820, acrescido de R$ 173 pela criança e R$ 58 pelo adolescente, totalizando R$ 1.051.
O reajuste foi oficializado pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de outubro, e reflete a inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Os novos valores entram na folha de pagamento de outubro, com depósitos iniciando em 19 de outubro, conforme o final do NIS. Assim, os principais valores passam a ser: R$ 164 por integrante, piso mínimo de R$ 691, adicional de R$ 173 para primeira infância e R$ 58 no Benefício Variável Familiar.
