
Rodrigo Cass em meio às obras que marcaram sua trajetória nas artes visuais. (Foto: Instagram)
O artista plástico Rodrigo Cass, de 43 anos, morreu após se afogar na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Após ser retirado do mar por uma equipe de salvamento marítimo, ele foi levado em estado crítico ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu. A notícia do falecimento confirmou o desfecho trágico de uma ocorrência que mobilizou socorristas no local.
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Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), o chamado foi registrado por volta das 13h da última quinta-feira (17), quando houve denúncias de um banhista em situação de afogamento na área do Posto 9 de Ipanema. Imediatamente, o Grupamento Marítimo de Copacabana deslocou equipes para atender ao alerta.
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Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram Rodrigo em estado grave. Ele foi imobilizado e rapidamente embarcado em uma viatura marítima até a areia, onde recebeu os primeiros socorros. Em seguida, foi transferido de ambulância ao Hospital Municipal Miguel Couto, também na Zona Sul do Rio, mas não resistiu às complicações do afogamento.
O óbito de Cass foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde e pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que representava o artista. Ambas as instituições divulgaram notas oficiais informando o falecimento, lamentando a perda de um profissional reconhecido no cenário das artes visuais.
Natural de São Paulo, Rodrigo Cass teve vínculo com a vida religiosa antes de se dedicar completamente à arte. Entre 2000 e 2008, ele integrou a Ordem do Carmo, atuando como religioso carmelita, experiência que influenciou sua visão estética e conceitual em obras posteriores.
Formado em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, Cass construiu uma carreira de mais de duas décadas. Participou de exposições individuais no Brasil e no exterior, com mostras em Portugal, França e Estados Unidos, consolidando-se como uma voz singular na produção contemporânea.
Suas obras fazem parte de importantes acervos culturais, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), o Museu de Arte da Pampulha, em Minas Gerais, e o Centre Pompidou, em Paris. Além desses, estão presentes em outras instituições dedicadas à preservação e difusão da arte.
