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Ao não socorrer o BRB, Lula ‘comete crime’ contra sistema financeiro e banco, diz Celina Leão


Celina Leão critica Lula sobre apoio ao BRB (Foto: Instagram)

Na sexta-feira (18), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), criticou duramente as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, segundo ela, foram “desrespeitosas” no trato pessoal e merecem lamentação. Afirmou ainda que, ao anunciar que não destinará recursos ao Banco de Brasília (BRB), o chefe do Executivo federal teria “cometido um crime” contra o sistema financeiro e contra a própria instituição bancária, ao abalar sua credibilidade junto ao mercado.

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Celina declarou que apresentará uma representação formal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para apurar as implicações dos comentários do presidente. Em sabatina promovida pelo jornal O Globo e pela rádio CBN com os candidatos ao governo do Distrito Federal, ela ressaltou que “um governador merece respeito, principalmente quando é mulher”. Destacou ainda que, em suas redes sociais, nunca desrespeitou Lula, apesar de diferenças ideológicas marcantes.

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A postulante à reeleição disse que o presidente parece ter esquecido seu papel institucional de defensor de bancos públicos. Ela sublinhou que o BRB é patrimônio do Distrito Federal e de seus cidadãos, não de agremiações partidárias. “O banco está a serviço da população e do desenvolvimento local, não de interesses políticos”, afirmou, reafirmando a importância de garantir sua solvência e a confiança dos depositantes.

Em tom firme, Celina Leão criticou a frase presidencial: “Quando o presidente da República diz que não dará aporte, ele comete um crime contra o sistema financeiro e ataca frontalmente o BRB como instituição”, ponderou. Segundo a governadora, Lula pode se manifestar politicamente para tentar influenciar o voto, mas não pode, por meio de uma Ação Cível Originária (ACO), anunciar que não haverá suporte financeiro a um banco público.

Por fim, a governadora ressaltou que as declarações oficiais impactam diretamente a liquidez do BRB. Ela comparou a negativa de Lula com a proposta da Advocacia-Geral da União, que planeja articular um sindicato de bancos para viabilizar o empréstimo necessário ao banco brasiliense. “Quando essas posições se contradizem, a confiança do mercado é abalada. Isso é crime”, reforçou Celina Leão.

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