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Ambulante é preso por cobrança de R$ 1 mil por biscoito Globo e biquíni em Copacabana


Ambulante é detido em flagrante na orla de Copacabana após golpe (Foto: Instagram)

Em plena tarde de verão, um ambulante de 30 anos foi detido em flagrante na orla da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, após aplicar um golpe em um turista estrangeiro. Identificado como Pedro Lucas Clemente do Nascimento, o vendedor improvisado cobrava R$ 1 mil por um biscoito Globo e um biquíni – preço bem acima do praticado em quiosques ou carrinhos do calçadão. A vítima só desconfiou ao conferir o comprovante gerado pela maquininha de cartão, percebendo que o valor havia sido adulterado logo após inserir o cartão. O caso foi registrado na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT).

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Ao perceber a cobrança indevida, o turista iniciou imediatamente uma perseguição ao ambulante pela faixa de areia, narrando a situação a transeuntes e pedindo apoio a banhistas. Munido apenas de um celular, o visitante manteve contato com agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), repassando descrições do suspeito e seu trajeto. A caminhada apressada pela beira-mar chamou a atenção de comerciantes locais, que também auxiliaram na busca. A ação rápida e coordenada entre turista e guardas civis evitou que o suspeito se misturasse à multidão e escapasse do flagrante.

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Agentes da Seop conseguiram interceptar o homem ainda na altura do Posto 3, próximo ao Forte de Copacabana, antes que ele deixasse a faixa de areia em direção à Avenida Atlântica. Durante a abordagem, Pedro Lucas se identificou como vendedor ambulante e exibiu uma autorização para atuar na praia, mas isso não impediu a prisão em flagrante. Em seguida, os policiais revisaram o comprovante eletrônico apresentado ao turista, confirmando que o valor cobrado era muito superior ao acordado verbalmente.

Em seguida, o ambulante e a vítima foram conduzidos até a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), localizada no bairro do Leblon. No cartório da unidade, o caso foi registrado como estelionato com emprego de cartão de crédito, previsto no Código Penal. Os agentes coletaram depoimentos de testemunhas que presenciaram a cena, bem como imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos para subsidiar as investigações. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, o suspeito permaneceu detido até audiência de custódia.

Ainda hoje, casos similares têm sido registrados em diferentes pontos turísticos do Rio de Janeiro. Em julho do ano passado, um turista francês foi surpreendido com uma cobrança de mais de R$ 8 mil por duas caipirinhas anunciadas inicialmente por R$ 80. Tales episódios reforçam a importância de que visitantes verifiquem sempre o valor exibido na máquina de débito ou crédito antes de confirmar pagamentos e denunciem imediatamente qualquer irregularidade às autoridades locais.

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