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Volume de chuva em setembro supera recordes históricos em oito estados e no DF


Guarda-chuva à prova de um setembro chuvoso e recordista (Foto: Instagram)

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado pluviométrico de setembro já ultrapassou marcas históricas em oito estados e no Distrito Federal entre os dias 1º e 15 do mês. Este setembro já se destaca como um dos mais chuvosos dos últimos registros, com diversas estações meteorológicas conseguindo superar seus recordes. Os efeitos dessa precipitação podem ser sentidos em várias localidades, trazendo impactos variados para o cotidiano da população. São Paulo lidera o ranking, com dez estações que bateram recordes para o mês.

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Em Bragança Paulista, na Serra da Mantiqueira, o total de chuva alcançou 295,4 milímetros, quase três vezes o recorde anterior de 105 milímetros, registrado em 2022. No litoral sul paulista, a estação de Iguapé acumulou 341,8 milímetros, superando em mais de 100 milímetros o marco de 238,6 anotado em 2019. Esses valores ilustram o descompasso entre os padrões históricos e o atual volume de precipitação.

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Na capital paulista, duas estações também registraram volumes inéditos: Interlagos, na zona sul, anotou 265 milímetros ante os 243,1 milímetros de 1983, e o Mirante de Santana, na zona norte, marcou 253,8 milímetros contra os mesmos 243,1 daquele ano. Além dessas, ultrapassaram recordes os postos de Taubaté, Piracicaba, Marília, Campos do Jordão, Registro e Barra do Turvo, todos em São Paulo.

Minas Gerais aparece em segundo lugar, com seis estações acima das marcas históricas. Em Divinópolis, o volume quase dobrou, saindo de 57,2 milímetros em 2019 para 106,6 neste setembro. Coronel Pacheco atingiu 165 milímetros contra 103,4 registrados em 2015, enquanto Monte Verde, Maria da Fé, Machado e Bambuí também superaram suas próprias referências. No Rio de Janeiro, cinco estações se destacaram: Paty do Alferes – Avelar alcançou 96,8 milímetros, ultrapassando amplamente os 12,4 de 2024, e Paraty, Niterói, Carmo e Santa Maria Madalena também fizeram parte da lista de recordistas.

O levantamento ainda aponta três estações com recordes no Mato Grosso (Nova Ubiratã com 120,6 mm, Porto Estrela com 90,2 mm e Gaúcha do Norte com 88,8 mm), outras três no Paraná (Morretes 315,2 mm, Ventania 281,4 mm e Curitiba 243 mm), duas em Goiás (Iporá 82,2 mm e Edeia 60,4 mm), duas no Tocantins (Colinas do Tocantins 85 mm e Rio Sono 32,8 mm), além de Gama – Ponte Alta no Distrito Federal com 79 mm e Venda Nova do Imigrante no Espírito Santo com 62,2 mm. Juntas, essas medições reforçam a intensidade e a irregularidade das chuvas, evidenciando a necessidade de acompanhamento constante das condições climáticas.

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