
Simone Tebet defende reforma urgente do Judiciário e fim da vitaliciedade (Foto: Instagram)
Simone Tebet, ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, afirmou em entrevista ao portal Terra que é essencial “colocar um freio de arrumação urgente e imediato” no Supremo Tribunal Federal. Ela defende uma reforma no Judiciário para restaurar a confiança nas instituições e prevenir desgastes institucionais que podem comprometer o funcionamento do Estado.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Para a ex-ministra, conter a crise no Judiciário é uma prioridade, pois a instabilidade institucional pode se refletir na economia, elevando desemprego e inflação e afastando investidores estrangeiros. Entre as propostas, Tebet cita o fim dos penduricalhos nos vencimentos dos ministros, o encerramento da vitaliciedade e a obrigatoriedade de submeter decisões monocráticas do STF ao plenário.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A candidata ainda se comprometeu, caso seja eleita senadora, a integrar a futura comissão do Senado que tratará de temas jurídicos e de reforma do Judiciário. Tebet destacou que pretende atuar diretamente na elaboração de propostas que visem maior transparência e eficiência aos tribunais.
Questionada sobre sua escolha por disputar o pleito em São Paulo, mesmo sendo notoriamente ligada ao Mato Grosso, a senadora apontou o apoio que recebeu no estado. Ela lembrou que, em meio à polarização, conquistou 9% dos votos na capital paulista e acredita que isso demonstra acolhimento e potencial para representá-los no Senado.
Tebet explicou também que tem vínculos acadêmicos e pessoais com São Paulo: estudou na região, criou as filhas no estado e possui familiares na divisa. “Conheço a realidade social e econômica de São Paulo, e por isso me sinto legitima para lutar pelos interesses do Estado no Congresso”, argumentou, classificando o estado como a “locomotiva do País”.
Em relação à participação feminina na política e no STF, Simone Tebet defendeu maior inclusão de mulheres, em especial negras, em futuras indicações. Ela salientou que, historicamente, nunca houve mais de duas ministras simultâneas e espera que, com o próximo presidente, pelo menos 30% das cadeiras sejam ocupadas por mulheres.
