
Copom reduz Selic para 13,75% ao ano (Foto: Instagram)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que saiu de 14,00% para 13,75% ao ano. Ao mesmo tempo, o colegiado reiterou que a dimensão total do ciclo de calibração de juros será determinada conforme o surgimento de novas informações, com foco em garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.
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Ao detalhar a decisão de reduzir a taxa básica de juros, o Copom destacou que essa flexibilização busca responder aos desdobramentos recentes na dinâmica dos preços e seus riscos associados. O ajuste de 25 pontos-base reflete a avaliação do comitê sobre o cenário econômico atual, considerando tanto fatores internos quanto externos que influenciam a trajetória inflacionária.
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Segundo o comunicado divulgado ao término da reunião, a decisão está alinhada à estratégia de convergência da inflação “para o redor da meta” ao longo do horizonte relevante de política monetária. Essa orientação reafirma o compromisso do Copom em acompanhar de perto a evolução dos indicadores, ajustando o ritmo de aperto ou afrouxamento conforme os dados de inflação vierem a ser divulgados.
O colegiado ressaltou ainda que mantém como objetivo fundamental a estabilidade de preços, mas que o planejamento da política monetária também visa atenuar as oscilações no nível de atividade econômica. Esse enfoque dual busca criar condições mais favoráveis para o crescimento sustentável e reduzir a volatilidade dos ciclos econômicos.
Além disso, o Copom enfatizou que a medida de hoje contribui para fomentar o pleno emprego, ao suavizar as flutuações na demanda agregada e no crédito. Segundo o texto oficial, tais efeitos complementares reforçam a eficácia do instrumento de juros como ferramenta para equilibrar o comportamento dos preços e do nível de atividade.
Por fim, o comitê reiterou que seguirá avaliando novos relatórios, pesquisas e indicadores em suas próximas reuniões, de modo que o ciclo completo de calibração seja experimentado com base em evidências recentes e robustas, garantindo a trajetória inflacionária dentro das metas definidas pelo Banco Central.
