Site icon Jetss BR

Ibovespa fecha em queda com foco na eleição e na decisão do Fed


Ibovespa recua 0,51% com Petrobras e tom hawkish do Fed (Foto: Instagram)

O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,51%, pressionado por fatores domésticos e externos, recuando aos 185.547,66 pontos. Entre esses fatores, destacou-se o desempenho da Petrobras, que sofreu forte desvalorização após uma sequência de ganhos, acompanhando a baixa dos preços do petróleo. Esse movimento reforçou um viés de correção no principal índice da B3, já em curso nas sessões anteriores.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

No período da tarde, as perdas do Ibovespa se intensificaram em reação às declarações de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, que reiterou a preocupação com o avanço da inflação nos Estados Unidos. Esse discurso mais “hawkish” contribuiu para um ajuste mais acentuado nas bolsas norte-americanas, refletindo diretamente em mercados como o brasileiro.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, a decisão do Fed veio dentro das expectativas, mas com sinais claros de elevação futura de juros. “O Fed começou seu esforço máximo contra a inflação, sinalizando o início de um ciclo de aumentos na taxa americana”, afirmou ele, ressaltando que esse posicionamento tende a manter os mercados em alerta.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, observa que a primeira reação negativa já está sendo digerida pelos investidores, que agora aguardam novas pesquisas eleitorais e desdobramentos do processo político no Brasil. Segundo ele, o cenário eleitoral continua sendo um dos principais determinantes do apetite por risco em ativos domésticos.

No âmbito local, as expectativas de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem impulsionando apostas em alternância de poder e em eventual compromisso com medidas de austeridade fiscal. Esse panorama atrai investidores interessados em preços de ativos sensíveis a políticas de disciplina orçamentária.

Além do fator externo, há drivers internos que influenciam o mercado. Luis Fernando Cezario, economista-chefe da Asset1, destaca a precificação das probabilidades eleitorais e o impacto dos escândalos envolvendo o Banco Master e figuras importantes nos Três Poderes. “Esse ambiente de crise generalizada prejudica a avaliação do governo e reverbera na formação de preço dos ativos”, explica.

Exit mobile version