
Paulo Ricardo Dutra, 24, com uniforme militar ucraniano e símbolo do Brasil antes da tragédia (Foto: Instagram)
A família de Paulo Ricardo Dutra, de 24 anos, luta para trazer seu corpo de volta ao Brasil após a morte em uma mina terrestre na Ucrânia. Natural de Camboriú, o jovem ainda não teve sua morte oficialmente reconhecida pelo governo ucraniano até a última quarta-feira (16), e o corpo permanece na zona de conflito, sob risco permanente.
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Nas redes sociais, a mãe de Paulo compartilhou uma homenagem emocionada: “Meu filho, não aceito que você se foi. Nunca mais vou te ver, te amarei eternamente”. Relatos dos colegas de combate apontam que, após o impacto da mina, ele perdeu parte de uma das pernas e, mesmo gravemente ferido, conseguiu pedir que levassem um abraço para a mãe antes de falecer.
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Segundo o tio de Paulo, Josué do Amaral, o jovem atuava no socorro dos demais integrantes do grupo. No momento da explosão, entretanto, as condições de segurança não permitiram que os colegas o alcançassem. “Ele era quem ajudava todo mundo e, apesar de não terem conseguido socorrê-lo, ainda teve forças para se comunicar e mandar um abraço à mãe”, relatou Josué.
Devido ao perigo constante na área onde o acidente ocorreu, não há previsão para que o corpo seja removido. A família busca orientações jurídicas para viabilizar o traslado, consultando um advogado e um especialista em Direito Internacional. Também já recorreu ao Itamaraty, mas ainda não obteve resposta formal sobre os procedimentos necessários.
Paulo chegou à Ucrânia em 11 de junho de 2026, movido pelo sonho de seguir carreira militar. Antes disso, morou na Espanha e chegou a se alistar no Exército espanhol. Retornou ao Brasil para um tratamento odontológico, quando conheceu um recrutador online que o convidou a integrar as forças ucranianas.
Em São Francisco do Sul, trabalhava como atendente em uma loja de materiais de construção. De personalidade tranquila, era conhecido por sua proximidade com a família e pelos laços de amizade. “Era um guri bom, nunca se envolveu em brigas e era um sobrinho, filho e amigo exemplar”, concluiu Josué do Amaral, lembrando o caráter pacífico de Paulo.








