
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve dos empregados (Foto: Instagram)
A mobilização dos empregados da Caixa Econômica Federal mantém-se ativa nesta quarta-feira (16), apesar de uma nova rodada de negociações agendada para hoje. Os trabalhadores permanecem em greve por tempo indeterminado, sem um prazo definido para o fim do movimento, aguardando o desdobramento das tratativas com a diretoria do banco. Desde a rejeição da proposta inicial, as unidades da estatal operam de forma limitada, gerando reflexos em diversas regiões do país e pressionando as partes a encontrarem um consenso rapidamente.
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A abertura dessa nova mesa de negociação decorre de fortes cobranças das entidades representativas dos bancários. A Caixa Econômica Federal aceitou reabrir o diálogo e suspendeu temporariamente medidas administrativas que poderiam impactar direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O banco e os representantes dos funcionários vão discutir cláusulas relacionadas ao reajuste salarial, à jornada de trabalho e a benefícios previstos no acordo.
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O movimento paredista teve início no dia 10 de setembro, após assembleias realizadas em diversas regiões do país, nas quais a proposta apresentada pela Caixa para a renovação do ACT foi rejeitada pelos trabalhadores. Desde então, agências e centros administrativos ficaram parcialmente ou totalmente fechados, afetando o atendimento ao público.
Entre os principais pontos em debate estão as condições de trabalho, o custeio e o acesso ao plano Saúde Caixa e as regras do Super Caixa, programa de sobrecarga de funções com remuneração adicional. As entidades sindicais insistem na preservação integral dos direitos já vigentes até a conclusão das negociações.
Em São Paulo, base mais relevante para a categoria, a adesão tem sido expressiva. No último domingo (14), conforme levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 268 de 283 locais de trabalho permaneceram fechados, representando cerca de 95% de participação no movimento.
Mesmo com a reunião marcada para hoje, as lideranças orientam os bancários a manterem a paralisação enquanto não houver um avanço concreto nas tratativas. A expectativa é que os resultados sejam submetidos a uma nova assembleia, na qual os funcionários decidirão se encerram ou estendem o movimento.
O desfecho da greve dependerá do progresso dos diálogos entre Caixa e trabalhadores e das próximas deliberações em assembleia, sem data prevista para um término definitivo.
