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Programa do BNDES financiou 50 mil veículos para taxistas e motoristas de aplicativos, diz Mercadante


Linha de crédito do BNDES financia 50 mil veículos para taxistas e motoristas de apps (Foto: Instagram)

De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, a linha de crédito destinada à troca de veículos para taxistas e motoristas de aplicativos já contabiliza 50 mil automóveis financiados. O montante representa um volume dez vezes superior à média histórica de compra desse grupo, reforçando a importância da iniciativa para esses profissionais.

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Em entrevista após o seminário da Esfera, Mercadante destacou que o programa foi decisivo para impulsionar o setor automotivo, contribuindo para o recorde histórico de vendas registrado no mês passado. Porém, segundo ele, persistem obstáculos como a dificuldade de acesso ao sistema financeiro e as restrições de crédito que afetam esses profissionais, muitos sem cadastro bancário ativo. O programa oferece financiamento de longo prazo, com prazos e taxas ajustadas às necessidades desses profissionais.

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Na segunda-feira (14), um dia antes do fim previsto para a linha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que transforma o programa em política pública permanente, eliminando o prazo de validade. A mudança garante continuidade à iniciativa e amplia a segurança jurídica para as operações de financiamento.

Do total de R$ 30 bilhões disponibilizados inicialmente, mais de R$ 5 bilhões já foram utilizados, segundo Mercadante. Apesar do começo com ritmo lento, o programa ganhou tração e segue em expansão. O presidente do BNDES avalia que o recurso remanescente tem potencial para atender ainda mais taxistas e motoristas de aplicativos. Ele afirma que o atual ritmo permite vislumbrar a utilização plena das verbas disponíveis.

Parte dos candidatos ao benefício encontra-se com restrições no cadastro de crédito e precisa regularizar pendências — muitas vezes por meio do programa Desenrola — antes de conseguir o financiamento. Além disso, a pressão do orçamento familiar limita a capacidade de investimento, sobretudo entre quem já enfrenta endividamento.

Mercadante ressalta que alguns motoristas ainda não atingiram a renda mínima exigida para adquirir um veículo novo, o que atrasou a adesão inicial. "Eles foram chegando devagar: era um público novo, sem histórico financeiro no sistema", disse. O fundo garantidor criado para o programa oferece maior segurança às instituições financeiras.

O BNDES justificou a participação afirmando tratar-se de investimento produtivo, e não de consumo. Conforme Mercadante, o banco abriu mão de financiar meramente a aquisição de bens porque entende o programa como instrumento de trabalho. No início, Banco do Brasil e Caixa foram responsáveis pela execução, e recentemente bancos privados e financeiras ligadas às montadoras passaram a integrar o projeto. Nesse período inicial, houve aprendizado conjunto entre as instituições e o BNDES para calibrar critérios de avaliação e mitigação de riscos.

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