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AIEA prevê que energia nuclear pode mais que triplicar até 2060 com boom da IA


AIEA projeta triplicação da energia nuclear até 2060 com SMRs como aposta limpa (Foto: Instagram)

Em comunicado na rede X nesta segunda-feira (14), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou uma projeção de que a capacidade global instalada de geração de energia nuclear pode mais que triplicar até 2060. Segundo a agência da ONU, esse aumento deve refletir a demanda crescente por eletricidade, motivada pelo avanço acelerado de aplicações de inteligência artificial em setores diversos, como data centers, manufatura e transporte. A AIEA ressalta que, diante da urgência em assegurar suprimento estável e reduzir emissões de carbono, a energia nuclear deve se consolidar como componente essencial da matriz energética mundial.

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A entidade também enfatizou o papel emergente dos reatores modulares pequenos (Small Modular Reactors, SMRs), que estão próximos de se tornarem uma alternativa significativa de energia limpa. Esses equipamentos, de menor porte e tempo de construção mais curto em relação às usinas convencionais, podem ser instalados em localidades com infraestrutura limitada e oferecer flexibilidade operacional. De acordo com a AIEA, os SMRs devem ajudar a compensar as usinas nucleares que estão sendo gradualmente desativadas, garantindo continuidade no fornecimento.

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Durante a 70ª Conferência Geral da AIEA, realizada em Viena, o diretor-geral Rafael Mariano Grossi avaliou como “progresso histórico” o avanço nas conversas com a Síria para esclarecer questões pendentes sobre eventuais atividades nucleares não declaradas. Ele destacou que, apesar desse avanço, a situação no Irã segue preocupante. Segundo Grossi, o monitoramento do programa nuclear iraniano deteriorou-se ao longo de 2026, exigindo retorno urgente a um formato de supervisão mais robusto para evitar riscos ao regime internacional de não proliferação.

“Exceto por uma inspeção na usina nuclear de Bushehr em junho, não realizamos atividades de verificação em campo no Irã há mais de seis meses. A falta de informações sobre material nuclear previamente declarado e o acesso restrito a instalações sob responsabilidade das autoridades iranianas são uma questão de séria preocupação e precisam ser abordados com a máxima urgência”, afirmou Grossi em sua mensagem postada no X logo após os debates em Viena.

O diretor-geral frisou que um retorno à diplomacia e ao diálogo é imprescindível para encontrar soluções concretas que garantam a transparência e a segurança do programa iraniano. A AIEA, segundo Grossi, está plenamente disponível para apoiar negociações entre o Irã e a comunidade internacional, considerando que a resolução dessas pendências é vital para preservar a confiança no regime global de não proliferação nuclear e prevenir a escalada de tensões na região.

Grossi também alertou para as atividades nucleares da Coreia do Norte, que mantém seu programa de armas em violação às resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Ele lembrou que os testes recentes e a contínua produção de material físsil dão um claro sinal de que Pyongyang descumpre acordos internacionais e reforçam a necessidade de mecanismos eficazes de monitoramento e sanções, além de servir como um aviso sobre as graves consequências de ultrapassar linhas vermelhas definidas pela comunidade global.

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