
Acusados de espancamento fatal de Claudio Rafael são levados sob escolta policial no Rio (Foto: Instagram)
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou cinco homens pelo assassinato de Claudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana após ser acusado injustamente de furtar a bicicleta da irmã. A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial de Botafogo e Copacabana também requereu a conversão da prisão temporária em preventiva dos denunciados, enfatizando a gravidade dos fatos e o risco à ordem pública.
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O crime ocorreu em 12 de agosto, na rua Felipe de Oliveira, onde câmeras de segurança registraram cerca de sete minutos de agressões. As imagens mostram pelo menos 57 pauladas, além de socos, chutes e pisões na cabeça, mesmo depois de Claudio cair inconsciente no chão e não oferecer mais resistência.
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Segundo a denúncia, Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza responderão por homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O texto destaca que as agressões prolongadas e a continuidade dos ataques mesmo com a vítima inconsciente caracterizam extrema crueldade.
O único foragido é Wellington Luiz Santos de Souza, alvo de mandado de prisão preventiva e procurado pela polícia. Os demais quatro investigados – dois seguranças e dois entregadores – foram detidos poucos dias após o crime. A reportagem entrou em contato com a defesa de Felipe Eduardo dos Santos Silva e aguarda retorno das demais defesas.
A Polícia Civil concluiu o inquérito na última terça-feira (8) e indiciou, ao todo, 13 pessoas por envolvimento no caso. Além dos cinco acusados do homicídio triplamente qualificado, outras oito responderão por omissão de socorro, lesão corporal e exercício irregular da profissão de segurança, em procedimento próprio. O advogado Bryan Rojtenberg afirmou que a denúncia atende à expectativa da família, pois diferencia responsabilidades desde o homicídio até as contravenções dos contratantes e comerciantes que financiavam a segurança irregular.
O episódio teve início na noite de 11 de agosto, quando Claudio Rafael saiu de casa em Botafogo com uma bicicleta elétrica emprestada da irmã. Na Barata Ribeiro, foi abordado por Davi Machado, que o acusou de furto, e logo Jorge Dias se juntou à ação. Em seguida, outros envolvidos cercaram e espancaram a vítima. Claudio chegou a ser socorrido com vida e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna, traumatismo craniano e lesões no baço e no rim esquerdo.
