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Fachin determina e Mendonça suspende processo sobre mensagens entre Vorcaro e Moraes


Ministro Alexandre de Moraes durante sessão no STF (Foto: Instagram)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, acatou uma ordem de Edson Fachin e suspendeu a tramitação da Petição 16.662, que expôs supostas conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A medida interrompe temporariamente o caso até nova deliberação do plenário da Corte.

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A ação em questão foi aberta com base em diálogos apreendidos pela Polícia Federal no material de Vorcaro, antigo dono do Banco Master. Esses registros ganharam notoriedade ao serem divulgados, levantando dúvidas sobre a natureza da relação entre o banqueiro e o magistrado.

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Alexandre de Moraes refuta qualquer irregularidade e questiona a legalidade da publicação do conteúdo captado pela PF. Paralelamente, André Mendonça decidiu levar o tema ao plenário, reforçando a necessidade de análise conjunta dos ministros.

O conflito interno ganhou força quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Em seguida, o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração imediata dos dois delegados, gerando decisões antagônicas dentro da própria Suprema Corte.

Percebendo o risco de uma crise institucional, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu tanto o afastamento quanto a reintegração e estendeu o sobrestamento à Petição 16.662. Fachin considerou a sequência de ordens contraditórias uma “grave lesão à ordem pública e à integridade” do tribunal.

A suspensão não representa o arquivamento definitivo das investigações nem encerra a apuração das mensagens. O processo ficará estagnado até que o plenário se reúna em sessão extraordinária, marcada para o dia 15 de março, quando serão discutidas a validade das decisões adotadas e a eventual abertura de inquérito.

Entre as pautas previstas, está a análise da conduta de Mendonça no chamado Caso Master, que será examinada em sessão separada, agendada para o dia 23. Até lá, a determinação de Fachin busca restaurar o equilíbrio institucional e evitar novos atritos entre membros do STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

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