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Marrocos e Espanha reacendem disputa pela final da Copa do Mundo de 2030


Projeto do Grand Stade Hassan II em Marrocos, cotado para receber a final da Copa do Mundo de 2030. (Foto: Instagram)

A nova polêmica teve início quando Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF), declarou que o Marrocos receberia a partida decisiva da Copa do Mundo de 2030. Pouco depois, o primeiro-ministro Aziz Akhannouch desautorizou o dirigente, afirmando que o assunto ainda não fora discutido em conjunto com Espanha e Portugal. Segundo Akhannouch, promessas eleitorais não podem definir um acordo de tal magnitude sem consulta prévia aos principais parceiros envolvidos.

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Quase dois meses após a decisão da Copa de 2026, Marrocos e Espanha intensificaram o embate diplomático pela sede do grande jogo em 2030. Ambas as federações ainda não submeteram uma proposta formal à FIFA, mas seus líderes já trocam declarações públicas que reacendem o impasse político. A rivalidade reforça a importância estratégica de obter o aval da organização máxima do futebol mundial, condição indispensável para oficializar qualquer candidatura.

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Em comício recente, Aziz Akhannouch criticou o uso do tema para ganhos eleitorais: “Não ofereça a realização da grande final ao Marrocos enquanto ainda não discutimos o assunto com nossos aliados, Espanha e Portugal. Parem de usar promessas eleitorais para nos passar a perna. Essas são questões enormes. Decidir onde a final será realizada é uma questão de grande importância.” O premiê ressaltou que a definição não pode ser tratada como instrumento de campanha.

Durante evento de um partido em Casablanca na última quinta-feira (10), Fouzi Lekjaa reafirmou que o Marrocos sediará a final em 2030. Para embasar sua declaração, o dirigente destacou as obras do Grand Stade Hassan II, estádio planejado para abrigar 115 mil espectadores, o que o tornaria um dos maiores do mundo. A iniciativa integra uma estratégia nacional de atração de grandes torneios esportivos e de fortalecimento da infraestrutura local.

Do outro lado, Rafael Louzán, presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), defendeu que a final não pode ser realizada em outro país além da Espanha. Em entrevista à rádio Cadena SER, ele declarou: “Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, acredito que a Espanha é o lugar, porque não poderia ser de outra forma”. Louzán argumentou que a capacidade de organização espanhola para eventos desse porte “está acima de qualquer questionamento”, reforçando a candidatura ibérica.

A FIFA, até agora, mantém a posição de que a escolha do estádio para a final de 2030 será anunciada “em seu devido tempo”. No consórcio de candidatos, Portugal também exercerá o papel de anfitrião, e Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas em homenagem aos 100 anos da competição. As negociações seguem de forma reservada, e ainda não há cronograma oficial para deliberações.

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