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Petróleo fecha em alta com escalada no Oriente Médio e pausa no diálogo EUA-Irã


Plataforma de petróleo iluminada pelo entardecer em meio ao mar (Foto: Instagram)

Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (10), com o Brent subindo cerca de 6% até US$ 107 por barril, diante da escalada das hostilidades no Oriente Médio. O sentimento de risco é alimentado pela expectativa de um conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã, enquanto ataques persistem nas rotas marítimas dos estreitos de Ormuz e Bab-al-Mandeb.

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Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o contrato de Brent para novembro fechou em alta de 6,34% (US$ 6,42), cotado a US$ 107,63 por barril. Paralelamente, no New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro avançou 6,7% (US$ 6,43), alcançando US$ 102,48 por barril.

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Militantes houthis expandiram seu controle nesta quinta ao tomar a cidade portuária estratégica de Mokha, na costa oeste do Iêmen. A ação reforça a influência dos rebeldes na saída de petróleo pelo estreito de Bab-al-Mandeb, alternativa ao Estreito de Ormuz para o escoamento da commodity.

No Golfo Pérsico, o Irã retomou a produção de mísseis balísticos em instalações subterrâneas, aproveitando componentes estocados, segundo o Wall Street Journal. Autoridades árabes e israelenses alertaram para a possibilidade de um conflito de longa duração. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que a entidade vem perdendo acompanhamento sobre o programa nuclear iraniano.

Outra reportagem do Wall Street Journal apontou que conselheiros de Donald Trump o advertiram de que uma guerra contra o Irã poderia se estender até 2029. O alerta contraria as declarações do presidente dos EUA de que o conflito poderia se encerrar logo após as eleições de meio de mandato de novembro.

Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, a limitação da capacidade de refino também contribui para o aperto de oferta. Ele destaca que ataques ucranianos a refinarias russas e os bloqueios no Estreito de Ormuz agravam a escassez. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo caíram menos do que o esperado na semana passada. A Opep, por sua vez, cortou em 200 mil bpd a projeção de crescimento da demanda global para 2026, fixando-a em 400 mil bpd, mas revisou o ritmo para o ano seguinte.

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