Site icon Jetss BR

Bitcoin recua após PPI acima do esperado e testa suporte de US$ 77 mil


Bitcoin recua após PPI acima das expectativas e testa suporte de US$ 77 mil (Foto: Instagram)

O bitcoin enfrentou uma queda consistente nesta quinta-feira (10), após a divulgação de um Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA acima do esperado pelos agentes de mercado. A alta mais acentuada do indicador em relação às projeções reforçou a perspectiva de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve. Como reflexo, o principal criptoativo testou o patamar de suporte de US$ 77 mil, nível monitorado de perto pelos analistas como base para eventuais impulsos de alta em momentos de volatilidade.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Por volta das 16h (horário de Brasília), o bitcoin registrava queda de 1,57%, negociado a US$ 77.160,01, enquanto o ethereum acompanhava o movimento de baixa, recuando 0,56% e sendo cotado a US$ 2.465,07. Esses valores são registrados pela plataforma Binance e espelham não apenas o impacto do aumento das taxas de juros de longo prazo nos EUA, mas também a retirada de capital de produtos financeiros vinculados a criptomoedas, que tem afetado a liquidez geral do mercado digital.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, o comportamento recente do bitcoin ilustra a resiliência do ativo diante de conjunturas adversas. “Mesmo diante de vários choques negativos, o bitcoin continua defendendo o suporte dos US$ 77 mil. Entre as pressões estão a valorização do petróleo, dois dias consecutivos de saídas nos ETFs e a cautela em relação aos dados de inflação nos EUA”, afirma o especialista. Segundo ele, essa combinação de fatores tem sido determinante para limitar as oscilações de alta.

Segundo Fontes, os ETFs à vista de criptomoedas nos Estados Unidos registraram dois dias seguidos de saídas líquidas, demonstrando a volatilidade dos investidores diante de cenários macroeconômicos desafiadores. No dia 8 de setembro, houve retirada líquida de US$ 46,6 milhões e, no dia seguinte, o volume de saques saltou para US$ 120,2 milhões. Esse movimento tem reduzido a liquidez no mercado de criptomoedas, já que parte dos recursos está migrando para ativos considerados menos arriscados perante as incertezas globais.

Além disso, os juros longos americanos permaneceram em patamares elevados, mesmo depois de o Tesouro dos EUA ter aumentado o programa de recompra de títulos públicos. Esse contexto de taxas de retorno mais altas incentiva investidores a reequilibrarem suas carteiras, potencialmente em detrimento do bitcoin. No entanto, caso o governo opte por intensificar ainda mais as recompras e inserir liquidez no sistema financeiro, isso poderia reavivar o apetite por ativos de maior risco, como as criptomoedas, devolvendo momentaneamente algum fôlego ao mercado.

O próximo referencial para o mercado será a divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI) referentes a agosto, prevista para sexta-feira (11). Esse indicador é visto como termômetro da pressão inflacionária e pode influenciar diretamente a estratégia do Federal Reserve para os meses seguintes. Traders e investidores ficam atentos a possíveis oscilações no preço do bitcoin, uma vez que o resultado do CPI poderá confirmar ou frear expectativas de aperto monetário e, consequentemente, ditar o rumo dos criptoativos no curto prazo.

Exit mobile version