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Ataques cibernéticos aumentam três vezes mais no Brasil após chegada da IA, diz relatório


Hackers impulsionam ataques por IA e triplicam incidentes no Brasil (Foto: Instagram)

Relatórios da Fortinet e da CrowdStrike mostram que, com o emprego de Inteligência Artificial em ataques cibernéticos, o Brasil registrou um aumento de ocorrências três vezes acima da média mundial. Em 2026, o país ficou em quinto lugar no ranking global de incidentes de ransomware, com reflexos diretos nos setores financeiro e de serviços. Esse crescimento evidencia como as fraudes digitais estão se sofisticando graças à automação.

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A tecnologia que revolucionou processos empresariais e rotinas cotidianas passou a ser explorada por grupos criminosos para acelerar e refinar golpes online. Algoritmos são usados para criar scripts de invasão, elaborar e-mails falsos e ajustar técnicas de engenharia social em tempo real, ampliando o alcance das ações ilícitas antes que as defesas consigam reagir.

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Segundo a Fortinet, ataques movidos por sistemas autônomos de IA no Brasil crescem em ritmo três vezes superior ao global. A automação permite realizar campanhas em larga escala com menor custo e maior precisão na escolha de vítimas. Além disso, esses sistemas analisam em tempo real vulnerabilidades em redes e aplicações, direcionando invasões mais efetivas.

Na prática, a IA monitora falhas em servidores e redes, gerando relatórios para orientar ataques de phishing sob medida. A CrowdStrike identificou um salto de 89% nos incidentes habilitados por IA em 2025, além de observar uma redução drástica no tempo necessário para comprometer alvos. Essa agilidade dificulta a detecção precoce e a contenção das invasões.

No cenário nacional, o Brasil ocupou o terceiro lugar em casos de ransomware em junho de 2026, com 23 registros, e totalizou 123 ataques no primeiro semestre, alcançando o quinto lugar global. Nesta modalidade, criminosos criptografam ou exfiltram dados e exigem pagamento em criptomoedas, sob pena de divulgar ou destruir informações sensíveis.

Além do ransomware, a IA aprimora golpes de engenharia social, criando mensagens mais convincentes, traduzindo automaticamente textos e personalizando abordagens conforme o perfil das vítimas. Ferramentas automatizadas escaneiam continuamente vulnerabilidades, enquanto códigos maliciosos adaptativos mudam seu comportamento para fugir de detectores, como na clonagem de voz e no envio massivo de comunicações falsas.

Os setores financeiro e de serviços concentram o maior número de ataques no Brasil. Quando a invasão progride, as consequências envolvem paralisação de operações, vazamento de dados confidenciais e prejuízos financeiros. Para enfrentar o cenário, especialistas recomendam investir em soluções avançadas de segurança e em programas de treinamento que preparem funcionários a reconhecer e reagir a tentativas de fraude.

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