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Argentino acusado de ser o maior traficante de armas da América Latina é extraditado ao Brasil


Diego Hernán Dirísio ao lado de helicóptero em Córdoba antes da extradição (Foto: Instagram)

O governo da Argentina confirmou nesta quarta-feira (09) a extradição de Diego Hernán Dirísio, considerado pela Polícia Federal brasileira o maior traficante de armas da América Latina. Investigado por fornecer armamentos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), Dirísio seria o líder de um esquema que envolvia lavagem de dinheiro e rotas que passavam pela Europa e pelos Estados Unidos.

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Preso pela Polícia Federal Argentina em Córdoba em fevereiro de 2024, Dirísio foi alvo de um alerta vermelho da Interpol por suspeita de tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Desde então, ele esteve detido na capital cordobesa à espera da tramitação do pedido de extradição formulado pela Justiça brasileira. O Estadão tentou contatar a defesa de Dirísio, mas não houve retorno até o momento.

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De acordo com o Ministério da Segurança Nacional da Argentina, a entrega de Dirísio atendeu a um pedido formal do Brasil e foi coordenada pela Direção-Geral de Cooperação Policial Internacional da PFA, em parceria com a Interpol. Após a formalização, o argentino foi escoltado por um forte esquema de segurança até o Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, de onde embarcou às 11h45 rumo a São Paulo.

Até a publicação desta reportagem, a Polícia Federal do Brasil não havia comentado o caso. O espaço para resposta segue aberto, assim como a defesa de Dirísio pode protocolar esclarecimentos ou recorrer da decisão nos próximos dias.

Em dezembro de 2023, a PF brasileira deflagrou a operação Dakovo contra o grupo liderado por Dirísio. Segundo o relatório, o esquema multimilionário teria movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão em um período de três anos, com o PCC e o Comando Vermelho como destinatários finais das armas.

A investigação apontou que, nesse intervalo, foram importadas cerca de 43 mil armas — entre pistolas e fuzis — vindas de pelo menos quatro países europeus: Turquia, Eslovênia, República Tcheca e Croácia. Uma empresa importadora registrada em Assunção, no Paraguai, comercializou esses armamentos.

Conforme o inquérito, Dirísio coordenava todas as etapas de compra e venda, ciente de que o destino era o crime organizado. Além disso, a PF identificou um sofisticado sistema de lavagem de dinheiro centralizado em Miami, que transferia recursos para empresas de fachada nos EUA e depois repassava os valores a fabricantes na Europa.

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