
Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro em ato na Avenida Paulista (Foto: Instagram)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou durante ato político organizado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que o Estado não pode eleger senadores de esquerda. O evento ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, e reuniu apoiadores que, segundo ele, buscam reforçar candidaturas voltadas a pautas mais conservadoras. Tarcísio ressaltou a responsabilidade dos paulistas em escolher representantes alinhados ao seu projeto político e criticou abertamente a perspectiva de mandatos de esquerda.
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Em seu pronunciamento, o governador reiterou a necessidade de eleger parlamentares de direita, argumentando que o momento atual exige um Senado capaz de exercer fiscalização rigorosa. “Precisamos eleger senadores comprometidos com o Brasil. São Paulo não pode eleger senadores de esquerda”, enfatizou, antes de acrescentar que o Congresso deve impor limites ao Executivo. Ele ainda alertou: “Se o Senado não fiscalizar, se o Senado não cumprir o seu papel, o nosso sistema de freios e contrapesos vai ruir”, defendendo um controle institucional mais efetivo.
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Tarcísio de Freitas recordou a eleição de 2018 para reforçar seu argumento, alegando que “Deus levantou Jair Bolsonaro para lutar contra o sistema”. Ele classificou o senador Flávio Bolsonaro como herdeiro dessa missão familiar e assegurou estar convicto de que “Deus o honrará” em seus objetivos políticos. Para o governador, a trajetória do ex-presidente e de seu filho legitima a continuação de uma proposta de renovação e combate à influência de grupos tradicionais na política.
Em tom contundente, o governador declarou que ali seria proclamada uma espécie de “independência” de diversos males que, segundo ele, prejudicam o país. Entre esses males, mencionou a corrupção, movimentos contrários ao desenvolvimento nacional, o Partido dos Trabalhadores (PT) — “que nada nos acrescentou” —, o ex-presidente Lula e o que chamou de “essa corja”. Com isso, indicou uma ruptura com a política tradicional e um alinhamento pleno a pautas conservadoras.
A manifestação de Tarcísio acontece em plena corrida eleitoral de 2026, quando alianças e discursos se acirram nos principais colégios eleitorais. Em São Paulo, palco de grande peso político e econômico, sua retórica reforça a estratégia de mobilizar o eleitorado em torno de nomes que defendam valores centrais para a base da direita, especialmente em temas como combate à corrupção e fortalecimento das instituições. O apoio manifesto a Flávio Bolsonaro insere-se nesse contexto de busca por protagonismo na disputa nacional, na qual o Estado paulista exerce papel decisivo.
