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Marido de Gassi Paola de Souza Mazia confessa assassinato da médica em Maringá e é preso


Parente de suspeito alerta PM após confissão de assassinato de médica em Maringá (Foto: Instagram)

Uma parente de João Vitor Domingues Romeiro acionou a Polícia Militar após ouvir dele a confissão do assassinato da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos. Até então, ninguém sabia que Gassi estava morta. Com base no depoimento dessa testemunha, o suspeito foi preso em flagrante por feminicídio e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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O crime veio à tona quando João procurou essa familiar para relatar o desentendimento com a esposa e afirmar que a havia matado. A revelação traz um novo elemento à apuração do feminicídio ocorrido em Maringá, no norte do Paraná, e amplia as linhas de investigação da Polícia Civil.

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Na noite do crime, João enviou mensagens perguntando à parente se ela estava em Mandaguari, cidade a cerca de 32 quilômetros de Maringá, e depois ligou solicitando o endereço. Ao chegar ao local, permaneceu dentro do carro e contou que, após uma discussão, havia matado Gassi. A identidade da testemunha foi preservada pela polícia.

Diante da confissão, os familiares chamaram a Polícia Militar. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) também foi acionado porque João apresentava ferimentos no pescoço. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado a um hospital sob escolta policial.

Somente depois da detenção, uma equipe da polícia foi ao apartamento da vítima. Um outro parente, já avisado sobre a confissão, havia entrado no imóvel e encontrado o corpo de Gassi. O bebê de oito meses do casal estava sozinho no local e não apresentava sinais de violência.

Conforme o boletim de ocorrência, três facas foram recolhidas próximas ao corpo da médica. O delegado Adriano Garcia informou que Gassi exibia cerca de dez perfurações. A perícia será responsável por determinar a sequência da agressão e identificar qual objeto foi utilizado em cada ferimento.

A Justiça converteu a prisão em flagrante de João Vitor em preventiva. Antes do crime, ele atuava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva e foi exonerado após o caso. A defesa anunciou que só fará manifestações oficiais a partir desta terça-feira (8).

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