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Finalmente! Pílula contra câncer de pâncreas que fez médicos chorarem é aprovada para a população

Uma nova esperança contra o câncer de pâncreas: medicamento aprovado nos EUA quase dobrou a sobrevida em estudo. Confira (Foto: Reprodução)

Um novo medicamento contra o câncer de pâncreas traz esperança para pacientes com a doença. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana, aprovou no dia 26 de agosto o daraxonrasib, comercializado no país como Rasonque, para determinados adultos com adenocarcinoma de pâncreas metastático. A decisão representa um avanço importante no tratamento de uma doença que ainda apresenta poucas opções para pacientes em estágios avançados.

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A autorização é destinada a pessoas que já receberam pelo menos um tratamento sistêmico anterior ou que não podem receber uma combinação de diferentes medicamentos sistêmicos. O entusiasmo em torno do medicamento começou antes mesmo da aprovação. Em junho, durante a apresentação de resultados no maior congresso de oncologia do mundo, médicos chegaram a se levantar para aplaudir os dados de um estudo clínico de fase 3 que envolveu 500 pacientes.

Os resultados chamaram atenção principalmente pelo impacto na sobrevida. Entre os participantes que receberam daraxonrasib, a sobrevida global mediana foi de 13,2 meses, enquanto aqueles tratados com quimioterapia apresentaram uma mediana de 6,7 meses. Na prática, o medicamento quase dobrou o tempo de sobrevida observado no estudo em comparação com a quimioterapia utilizada como referência.

O daraxonrasib é administrado por via oral e atua sobre alterações específicas relacionadas às proteínas RAS, que participam de mecanismos envolvidos no crescimento das células tumorais. A proposta é bloquear esse processo e dificultar a progressão do câncer. A aprovação ocorreu menos de três meses após a apresentação dos resultados que surpreenderam os especialistas. Segundo a FDA, a análise regulatória foi concluída cerca de seis meses e meio antes da data prevista.

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Apesar dos resultados animadores, o medicamento não é uma cura para o câncer de pâncreas e sua indicação é restrita a pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pela FDA. Ainda assim, a aprovação representa uma nova alternativa de tratamento e pode significar uma importante mudança para pessoas que enfrentam a forma metastática da doença.

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