
Julio Iglesias nega acusações de assédio e trabalho forçado (Foto: Instagram)
O cantor espanhol Julio Iglesias, de 82 anos, enfrenta uma nova ação judicial na Espanha movida por duas ex-funcionárias que relatam supostos episódios de assédio sexual, agressões e trabalho em condições forçadas. As profissionais afirmam que foram vítimas de investidas inapropriadas e de coerção laboral durante o período em que prestaram serviço à celebridade. O artista, entretanto, nega veementemente todas as acusações que lhe foram dirigidas.
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A medida foi protocolada na quinta-feira (03) e divulgada pela ONG Women’s Link Worldwide, que assessora as mulheres envolvidas no processo. Trata-se de um desdobramento de uma disputa anterior que já passou pela Justiça espanhola, mas havia sido arquivada em razão de entendimentos sobre competência jurisdicional. A nova petição busca reabrir o caso com base em legislação que permite analisar crimes cometidos no exterior.
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De acordo com a organização, as denúncias se referem ao período de 2021, quando ambas as mulheres teriam trabalhado em propriedades do cantor nas Bahamas e na República Dominicana. Elas alegam ter sido submetidas a situações de assédio contínuo e a agressões de teor sexual, além de relatarem jornadas exaustivas em atividades consideradas degradantes e forçadas para fins domésticos e administrativos.
As ex-funcionárias já haviam recorrido à Justiça espanhola em janeiro, mas o caso foi arquivado pelo entendimento de que os tribunais da Espanha não tinham competência para julgar fatos ocorridos fora do território nacional. Agora, a Women’s Link Worldwide baseia-se em dispositivo legal que prevê a possibilidade de investigação extraterritorial de crimes cometidos por cidadãos espanhóis quando há vínculo substancial com o país.
Em nota oficial, Julio Iglesias classificou as acusações como “absolutamente falsas” e negou ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher em seu entorno. O artista reafirmou sua integridade e afirmou estar confiante de que a Justiça espanhola investigará a fundo as alegações, o que, segundo ele, reforçará sua inocência.
A diretora-executiva da Women’s Link Worldwide, Jovana Ríos Cisnero, enfatizou que o Estado espanhol deve assegurar o acesso à Justiça a todas as vítimas, independentemente da notoriedade do acusado. Segundo ela, a legislação de extraterritorialidade é essencial para garantir que eventuais delitos ocorridos no exterior não permaneçam impunes.
Em janeiro, a Procuradoria da Audiência Nacional, tribunal de Madri especializado em casos complexos e em delitos cometidos por espanhóis fora do país, havia informado que o arquivamento inicial não impediria as mulheres de recorrerem a outras instâncias judiciais. A nova ação passa agora pela análise das autoridades competentes na Espanha e, até o momento, não resultou em qualquer condenação contra o cantor.
