
Mãe de Isabella Nardoni se revolta com decisão do STJ que mantém regime aberto (Foto: Instagram)
Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, reagiu com indignação à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no regime aberto. Condenados pela morte da menina em 2008, o casal viu a permanência no benefício ser questionada em recurso apresentado por uma associação, mas o pedido foi rejeitado por questões processuais, sem análise do mérito por parte dos ministros.
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Candidata a deputada federal pelo Podemos, Ana Carolina afirmou em publicação nas redes sociais que a decisão judicial trouxe à tona lembranças dolorosas do dia em que perdeu a filha. Para ela, os condenados continuam sem cumprir a pena em regime fechado e a medida do STJ fez reviver um dos momentos mais difíceis de sua vida, mantendo viva a angústia e a revolta de toda a família.
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Próximos da família relembraram ainda comentários feitos por quem esteve presente na cena após o crime. A avó de Isabella relatou que pessoas próximas teriam estranhado a postura de Alexandre Nardoni e levantado suspeitas sobre sua participação no caso. Em outro relato, um parente afirmou que o avô paterno da menina chegou a aconselhar Alexandre a deixar o local imediatamente depois do ocorrido.
O crime ocorreu em março de 2008, em São Paulo, e ganhou ampla repercussão nacional. Segundo a investigação, Isabella, então com cinco anos, sofreu agressões antes de ser lançada do sexto andar do prédio onde morava, na Vila Guilherme. O julgamento do casal aconteceu em 2010, quando Alexandre e Anna Carolina foram condenados pela morte da criança, chocando a opinião pública.
Na última quarta-feira (02), a Quinta Turma do STJ decidiu por unanimidade rejeitar o recurso que pedia a volta do casal ao regime fechado. A ação foi movida pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, que apontou possível descumprimento das condições judiciais impostas para manutenção do regime aberto. O tribunal, no entanto, manteve a decisão anterior sem entrar no mérito das alegações.
De acordo com o advogado Angelo Carbone, representante da entidade, moradores das regiões frequentadas por Alexandre e Anna Carolina elaboraram um abaixo-assinado com mais de 2 mil assinaturas contra a permanência no regime aberto. Ele afirmou que o casal teria sido visto em locais e horários proibidos, e que o tratamento durante o período de custódia chegou a ser considerado privilegiado pelas pessoas envolvidas.
