
Anvisa autoriza importação do ALN-6457 para tratar Lito Sousa (Foto: Instagram)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em caráter excepcional por meio de uso compassivo, a importação do composto pré-clínico ALN-6457 para tratar o influenciador e especialista em aviação Lito Sousa. Diagnosticado com a rara e grave doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), ele aguarda a chegada do medicamento ao Brasil para iniciar uma nova fase de cuidados médicos.
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A decisão, anunciada na sexta-feira (04), ocorreu após intensa mobilização da família em busca de alternativas para um quadro de rápida evolução sem cura conhecida. O pedido foi protocolado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, onde Lito Sousa recebe atendimento, e contou com justificativa ligada à urgência e à ausência de opções terapêuticas aprovadas.
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O ALN-6457 é resultado de pesquisa da farmacêutica norte-americana Regeneron Pharmaceuticals e ainda se encontra em fase pré-clínica, sem estudos formais em humanos para a DCJ. O uso compassivo permite a importação e aplicação de medicamentos não registrados no país em situações de alto risco, quando não há terapias convencionais disponíveis.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é causada por príons, proteínas que provocam degeneração rápida do sistema nervoso, levando à perda de memória, alterações cognitivas e comprometimento motor. Por não existir tratamento específico aprovado, a DCJ tende a evoluir de forma acelerada, tornando o prognóstico especialmente grave.
Desde o diagnóstico, Lito Sousa e a esposa, Mila Seidl, buscaram contato com centros de pesquisa internacionais para integrar estudos e acessar terapias experimentais. A família investiu em diferentes protocolos na tentativa de frear a progressão da doença, percorrendo rotas administrativas e legais para viabilizar o tratamento.
Em recente aparição, Lito mostrou-se consciente e interagindo, apesar de limitações motoras visíveis. O influenciador demonstrou otimismo ao afirmar que a autorização da Anvisa reacende a esperança de conseguir um desfecho mais favorável e prolongar sua qualidade de vida.
A expectativa agora volta-se para a liberação dos documentos de importação e para o cronograma de aplicação do ALN-6457, previsto para desembarcar no país nos próximos dias. Mesmo sem comprovação de eficácia em humanos, a família e a equipe médica consideram este passo fundamental para explorar novas possibilidades de combate à DCJ.
Nas redes sociais, Mila Seidl celebrou a autorização e agradeceu às instituições que apoiaram a causa, destacando o esforço do Ministério da Saúde em facilitar o contato com laboratórios estrangeiros. O envolvimento de autoridades e centros de pesquisa foi decisivo para viabilizar esse tratamento excepcional no Brasil.
