
Revolut recebe aval condicional do OCC para criar banco nos EUA (Foto: Instagram)
O Escritório do Controlador da Moeda dos EUA (OCC) concedeu à fintech Revolut uma aprovação condicional para estabelecer um banco nacional no país, marcando o primeiro aval regulatório para a instituição. A medida representa um passo fundamental no processo de obtenção de licença bancária e abre caminho para que a empresa amplie os serviços financeiros em solo americano, considerado o maior mercado do mundo. Esse movimento reforça o compromisso da Revolut em conquistar nova base de clientes.
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A aprovação condicional do OCC não é, porém, suficiente para o início das operações: a Revolut ainda depende do aval do Federal Reserve (Fed) e da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) para a licença definitiva. Estima-se que o trâmite completo possa se estender até 2027, seguindo o histórico de processos similares, que costumam resultar em autorização final entre 12 e 18 meses após a primeira aprovação. O cronograma prevê etapas rigorosas de análise regulatória.
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“O primeiro passo dado pelo OCC é crucial para a criação do proposto Revolut Bank nos EUA. Essa aprovação nos oferece a base necessária para montar operações no maior mercado financeiro do planeta e levar a experiência completa da Revolut a milhões de americanos”, afirmou Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut.
Cetin Duransoy, CEO da Revolut nos EUA, também ressaltou a importância do processo: “Somos gratos pelo diálogo aberto e transparente mantido com o OCC ao longo de todo esse processo. O órgão conduziu nossa solicitação com rigor e agilidade, permitindo que continuemos no caminho para o lançamento do nosso banco nacional proposto em 2027”.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo de instituições financeiras globais para conquistar participação no mercado americano. No início de 2026, o Nubank recebeu aprovação condicional similar do OCC para atuar como banco nos EUA. O Santander, por sua vez, adquiriu o Webster Bank, criando um dos dez maiores bancos de varejo do país. Essas operações refletem a competição crescente por clientes e a busca por diversificação em uma das economias mais robustas do mundo.
Criada em 2015 no Reino Unido, a Revolut rapidamente se tornou uma das maiores fintechs globais, reunindo mais de 80 milhões de usuários. Em julho, foi avaliada em US$ 115 bilhões em uma oferta secundária de ações. No Brasil, a empresa expande gradualmente sua oferta, incluindo cartões de crédito, além da conta global. Ainda em 2024, a Revolut obteve licenças bancárias na França, na Austrália e no Reino Unido, e segue em processo na África do Sul.
