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Petróleo encerra em alta com tensões ainda elevadas no Oriente Médio


Mulher segura bandeira iraniana em carro, simbolizando a escalada de tensão no Estreito de Ormuz. (Foto: Instagram)

Na quarta-feira (02), os contratos de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) encerraram em alta, à medida que Estados Unidos e Irã seguem trocando ataques no Estreito de Ormuz, restringindo o tráfego marítimo da commodity. O WTI para outubro avançou 0,88% (US$ 0,79) e fechou a US$ 91,01 por barril, refletindo a cautela dos investidores diante de possíveis interrupções nas exportações.

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O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 1,04% (US$ 0,98) e atingiu US$ 95,63 por barril. Durante a sessão, houve flutuações, mas o quadro voltou a firmar ganhos depois da retomada das hostilidades na região.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Estreito de Ormuz está sob controle americano e sugeriu renomear a via estratégica. Em apoio, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington manterá a pressão sobre o Irã para conter novas ameaças ao tráfego marítimo.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, comentou que as declarações de Trump forçam países a considerar rotas alternativas e a planejar oleodutos para desviar o fluxo de petróleo, o que pode alterar o mapa logístico global da indústria.

Na madrugada, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou ataques simultâneos a bases americanas no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e em Erbil, no Iraque. As ações provocaram repúdio de aliados regionais, como a Arábia Saudita, e até do Peru, que rompeu relações diplomáticas com Teerã.

Para Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, “o mercado de petróleo já precifica o custo de uma guerra não resolvida, pois relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz elevam o risco diretamente para a cadeia de suprimento físico da commodity”.

Em paralelo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu uma reação mais firme dos aliados após novos ataques russos e solicitou reforço nos sistemas de defesa aérea. Ainda segundo a Reuters, a Opep deve manter sua política de produção inalterada para outubro em reunião prevista para domingo, enquanto dados do Departamento de Energia dos EUA mostram queda inesperada nos estoques da commodity na última semana.

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