Site icon Jetss BR

Instituições apontam risco fiscal como principal ameaça à estabilidade financeira, diz BC


Risco fiscal assume liderança nas preocupações do sistema financeiro (Foto: Instagram)

A Pesquisa de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira (3), mostrou que cresceu o número de instituições financeiras que consideram o risco fiscal como o maior desafio à solidez do sistema financeiro brasileiro. Segundo o levantamento, essa proporção passou de 27% em maio para 34% em agosto, indicando que a piora das contas públicas e o aumento da dívida pública continuam no radar de preocupações dos agentes do mercado.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

No mesmo período, a porcentagem de participantes que apontam o risco de inadimplência e de desaceleração da atividade econômica como principal ameaça também avançou, de 21% para 26%. Em contrapartida, caiu de 24% para 20% o percentual que eleva o risco internacional ao topo da lista de prioridades de atenção dessas instituições.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Os dados da REF foram coletados entre 2 e 28 de julho deste ano, em entrevistas com bancos, seguradoras e demais instituições financeiras. No relatório que acompanha a pesquisa, o Banco Central destaca que o foco no risco fiscal foi impulsionado pelo avanço da dívida pública e pela manutenção de um déficit primário elevado no Orçamento federal.

Quanto ao risco de crédito, a inadimplência despontou como a principal preocupação dos entrevistados, registrando o maior aumento em citações. A pesquisa atribui esse movimento ao alto nível de endividamento de famílias e empresas, em um cenário de taxas de juros ainda robustas.

No plano internacional, conforme o documento, as incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre a inflação doméstica seguem no horizonte das instituições. O BC ressalta que esse fator perdeu força relativa diante das questões fiscais, mas continua entre os três riscos mais mencionados.

O relatório também inclui uma avaliação das percepções sobre os ciclos econômico e financeiro. As instituições entrevistadas apontam que a alavancagem de lares e companhias permanece elevada, embora o receio em relação ao hiato de crédito — diferença entre o fluxo de empréstimos observado e o compatível com a atividade econômica — tenha recuado na última edição da pesquisa.

Por fim, o Banco Central divulgou o Índice de Confiança do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que apresentou a sétima queda consecutiva, passando de 71,79 pontos em maio para 71,15 pontos em agosto. Apesar de o índice seguir em nível considerado alto, o BC observou uma redução na confiança na margem, sinalizando uma leve piora na percepção dos agentes sobre o ambiente financeiro.

Exit mobile version