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Em agosto, o mercado de veículos zero quilômetro registrou o seu melhor desempenho desde 2013, com alta de 22,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (02) pela Fenabrave, foram emplacadas 275,1 mil unidades, incluindo carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. No ano de 2013, haviam sido vendidas 329,1 mil unidades em agosto, patamar superior apenas àquele registrado neste mês. A forte performance mostra recuperação consistente do setor, impulsionada por ambientes competitivos e estímulos fiscais.
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Na comparação com julho — que detém o recorde de melhor volume em 12 anos —, houve ligeira queda de 1,6% nas vendas. O recuo mensal reflete, em parte, a sazonalidade do mercado e a consolidação de estoques. Ainda assim, o resultado de agosto mantém o ritmo de vendas elevado, sugerindo que as ofertas de crédito e as negociações diretas com montadoras seguem atraindo compradores, mesmo diante de custos financeiros mais altos.
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No acumulado de janeiro a agosto, as concessionárias somam 1,97 milhão de unidades comercializadas, um avanço de 18,5% em comparação ao mesmo período de 2025. Esse crescimento demonstra a resiliência do segmento de veículos novos, que continua a atrair consumidores mesmo em um cenário de juros ainda elevados. A tendência de alta é consolidada pela reincidência de incentivos fiscais e pelas estratégias de bonificação adotadas pelas marcas.
Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, as promoções promovidas pela rivalidade entre fabricantes tradicionais e chinesas dinamizam o mercado. Além disso, os descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), oferecidos no âmbito do Programa Carro Sustentável, têm colaborado para reduzir o preço final dos modelos mais econômicos e eletrificados, ampliando o poder de compra do consumidor.
“Os resultados seguem positivos, mesmo em um cenário de custo de crédito elevado. A queda gradual da taxa Selic e a manutenção de um mercado de trabalho aquecido são indicadores favoráveis, mas é fundamental monitorar a evolução da economia nos próximos meses”, afirmou Arcelio Junior.
A Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de todo o país, reforça que continuará acompanhando indicadores macroeconômicos e ajustando suas projeções conforme as políticas de crédito e as condições fiscais se desenharem ao longo do ano.








