
Enamorado e o falso ‘Luís Castro’: R$22,5 mil em cestas básicas nunca entregues (Foto: Instagram)
O atacante colombiano José Enamorado, do Grêmio, foi enganado por um golpista que se apresentou como o técnico Luís Castro, resultando na perda de R$ 22,5 mil. A fraude foi desarticulada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, e o suspeito foi preso na manhã desta quarta-feira (2) durante a Operação Falso 9.
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Para conquistar a confiança de Enamorado, o criminoso alegou estar captando recursos para um projeto social de distribuição de cestas básicas. Após receber o valor inicial, tentou um segundo golpe, solicitando mais R$ 50 mil. Além do jogador do Grêmio, outros atletas, como Walter Kannemann e o ex-jogador D’Alessandro, foram alvos de contatos semelhantes. O detido já tinha antecedentes e foi encontrado com munições.
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As investigações apontam que o golpista sondava possíveis vítimas no meio esportivo e artístico, mapeando dados pessoais para dar credibilidade ao esquema. O falso treinador usava um número de telefone cadastrado em nome de Luís Castro e mantinha como imagem de perfil uma fotografia real do técnico.
Durante as conversas, o estelionatário se informava sobre a rotina diária de Enamorado, detalhes de sua família e seu desempenho no Grêmio. Esse conhecimento aprofundado reforçava a ilusão de que Luís Castro realmente solicitava o apoio financeiro.
No pedido inicial, o falso técnico solicitou a compra de 300 cestas básicas, totalizando R$ 22,5 mil, e forneceu uma chave Pix atribuída a quem supostamente administrava o projeto social. A primeira tentativa de transferência foi barrada pela segurança da conta do jogador, mas, no dia seguinte, 7 de maio, Enamorado realizou o pagamento integral via Pix.
O valor caiu em uma conta controlada pela quadrilha, e, logo em seguida, o golpista enviou ao atleta um recibo fraudulento pelo envio das cestas. Não havia, porém, qualquer entrega.
Mesmo após essa operação, o estelionatário tentou aplicar um novo golpe de R$ 50 mil. Ele continua sendo investigado por estelionato, uso de identidade falsa e associação criminosa, enquanto as autoridades rastreiam o destino dos recursos através de contas de laranjas.
